COMO AGEM OS ANTIGREVE

(Resistir Sempre)

Na última sexta-feira, dia 27 de abril de 2012, quando estudantes tentavam garantir a greve, evitando que houvesse aulas, um tumulto envolvendo professores e alunos contra a greve resultou em uma estudante grevista sendo agredida fisicamente por um aluno antigreve.

A característica comum dos antigreve é usar a palavra democracia como muleta para assistir aula durante a paralisação. Entretanto, se os antigreve se olhassem perceberiam que a maior parte dos seus colegas não está tentando entrar em sala.

A outra perna postiça do antigreve, já que ele não tem pernas próprias, é a tal da legalidade. Legalidade esta que não reprovou a agressão que a estudante sofreu pelo aluno fura greve. Nem quando, nesse mesmo dia, o professor Julio roubou uma bandeira de um integrante do movimento estudantil.

Uma bizarra legalidade que aprova petição online antigreve de e-mail institucional (atual direção acadêmica); que considera tapume como patrimônio público e bem permanente (bizarrice também apresentada pela dir. acadêmica); que não reivindica o fato de desde 2007 o tão esperado prédio ainda não ter sequer alvará (autorização da prefeitura para construção do prédio); que não se indigna com o desvio de dinheiro do atual reitor entre 2009 e 2010; que não reclama a gigante lista de irregularidades envolvendo as instituições privadas com a Unifesp publicadas no Diário Oficial da União; que não reprova o mísero repasse de verbas ao campus com o maior número de estudantes (Guarulhos), que fica com apenas 1/40 dos recursos financeiros da Unifesp… Esses e tantos absurdos quase cotidianos são legais na avaliação dos antigreve, já que esses não dão nem sinal de revolta para os problemas reunidos.

Democracia e legalidade que também não reprovaram quando a Tropa de Choque da Polícia Militar de SP ameaçou todo o ato na reitoria da Unifesp no dia 20 de abril desse ano. Além da presença da polícia ferir a liberdade de expressão dos manifestantes, o prédio da reitoria da Universidade Federal de São Paulo é um prédio da União, consequentemente a “segurança” do local teria de ser feita pela Polícia Federal ou similar.

Os antigreve demonstram sua estranha visão democrática desde a primeira assembleia desse ano, em 22 de março, após acompanhar a votação a favor da greve por maioria esmagadora com aproximadamente mil estudantes na plenária, um aluno (do PT) disse que em 2011 teve uma assembleia que encaminhou que tinha que ter indicativo de greve para ter greve.

Será que esse mesmo estudante retomaria decisões de assembleias de 2007 e 2008 que fossem imediatamente favoráveis a greves e ocupações assim como ele fez com o tal indicativo de greve de 2011?

Toda assembleia é soberana a ela mesma por no mínimo um motivo óbvio: as plenárias e a causa das pautas nunca são as mesmas. Os calouros de 2012 não integraram plenárias dos anos anteriores. E nunca se fez assembleia na Unifesp Guarulhos com cerca de mil estudantes, é o primeiro ano que isso vem ocorrendo.

A democracia do antigreve abertamente sobrepõe direitos individuais aos direitos coletivos. Com lustra móvel no rosto uma meia dúzia deles insiste em assistir aulas durante a greve com a alegação do direito de ir e vir de cada umbigo.

Há pelo menos dois tipos de antigreve, ambos agem movidos por questões individuais, um é aquele que seu medo de reprovar nas disciplinas faz com que cegamente siga os professores em tudo (como se vivessem eternamente no primário endeusando professores), a ponto de “acreditar” que é possível conquistar efetivamente um diploma faltando salas de aula e livros na biblioteca entre outros graves fatores de sucateamento da educação.

O outro antigreve é quem diz: “sou a favor da greve, mas, mas, mas…”. Se o primeiro já era covarde, o segundo é o cúmulo da covardia. Da mesma forma que o primeiro, ele acha que os professores são sorvete, com o agravante de querer sair bem na foto. Então com uma máscara de grevista aproveita qualquer fresta para pegar mangueira de bombeiro e jogar duchas de água gelada nos realmente grevistas, como exemplo o antigreve da primeira assembleia.

A perigosa negociação com os professores

Os professores como conhecem bem ambos os tipos de antigreve se aproveitam dos dois. E como quem não quer nada, professores de vários cursos estão chamando reuniões para discutir calendário letivo. Essas reuniões são para aumentar em alguns e incitar em outros o medo. “Medo é uma forma de fazer censura” já diria Gabriel O Pensador.

Estão sendo colocados pavores bobos como jubilamento dos calouros por não terem cumprido a rígida assiduidade dos primeiros trinta dias. Tem aproximadamente 600 calouros, imagine as consequentes dores de cabeça burocráticas (jurídicas e afins) e políticas que a instituição teria que arcar.

Por falar em questões jurídicas, os professores adoram lembrar em outras palavras “a escolha dos representantes estudantis será feita por meio de eleições do corpo discente e segundo critérios que incluam o aproveitamento escolar dos candidatos, de acordo com os estatutos e regimentos.” (Conforme artigo 38, § 2º)

Em outras palavras, por falta de argumentos políticos os professores usam a tão conservadora meritocracia para diminuir, mas apenas na aparência, as argumentações de alguns integrantes do movimento estudantil.

Para os alunos antigreve que vibraram ao ter uma ponta jurídica ao lado dos idolatrados professores, espero que sintam ao menos vergonha em saber que o artigo citado, 38, § 2º compunha a lei n° 5.540, de 28 de novembro de 1968 (lembra o que estava acontecendo nessa época no Brasil?), antiga LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional).

Essa espécie de taxação por parte dos professores ao movimento estudantil é a mais comum, porém há outras. Na semana passada, o professor Jaime insinuou que um estudante que conversava com ele estava bêbado e por isso não entendia o que o aluno falava. Sendo que esse estudante sofreu um acidente de moto e por isso tem dificuldades de andar e falar.

Os professores progressistas desse campus existem, todavia desgraçadamente são raríssimos, e como se não bastasse o ínfimo número deles correm risco de sofrer sindicância entre outros processos administrativos, como o professor Pedro (por “estimular a greve estudantil”), semelhante à corrente ameaça aos estudantes.

O que mostra que há ainda fortes resquícios da ditadura de 64. Resquícios esses que também orientam a cabeça do professor Plínio. Na segunda semana de abril, esse professor disse: “vocês tem o direito de fazer greve, mas irão arcar com as consequências”. Igualmente, na ditadura militar havia o direito de protestar sendo as consequências a tortura, a morte.

A negociação da greve estudantil deve ser com a reitoria para cima (MEC, etc). E estamos em greve por nossos extensos problemas que fizeram com que tivéssemos uma extensa pauta que foi por vezes debatida durante essa greve. Os estudantes tiveram mais de uma oportunidade para discutir e rever a pauta calmamente com seus colegas. Vale a pena resistirmos e avançarmos a mobilização para conquistarmos as pautas.

Só podemos ter nossas reivindicações atendidas se não cairmos em armadilhas. Se escorregarmos em armadilhas sairemos além de cansados e abatidos politicamente teremos apenas migalhas materialmente. E aí sim teremos perdido o semestre, a greve e nossas pautas. É preciso lembrar que entramos em greve por justamente o semestre estar comprometido, afinal chegamos ao ponto de faltar literalmente salas de aula. Se não teve negociação e como se pode olhar ao redor no campus o semestre nesse sentido sim continua comprometido. E a culpa é da reitoria!

Por fim, antigreve, não se esqueça que se o grevista afundar você afunda também por estar no mesmo barco. Olhe menos para seu limpo umbigo e para seus deuses professores e mais para o lado, para os seus colegas que estão dispostos até a apanhar da Tropa de Choque se for preciso para que a pauta de todos seja atendida. Afinal, se você anda de ônibus Itaquera e come no Bandeijão, como exemplos, você está mordendo a fruta que caiu da árvore plantada por grevistas.

Na noite após ler esse texto, quando você antigreve colocar sua medrosa cabeça no travesseiro, no lugar de contar carneiros, cante:

O Mundo É Um Moinho – Cartola

Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção querida
Embora saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó.

Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavastes com teus pés

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28 respostas para COMO AGEM OS ANTIGREVE

  1. Estudante X disse:

    Quanto lixo. ¬¬

  2. Danila disse:

    Não entendo o por que dos furas greves. Parece a tv, passa propaganda do criança esperança dizendo que todos é a favor da educação. Todos são favoráveis a comida pra todo mundo. Mas desde eu não tenha que ajudar em nada, aliás ai se ajuda uma ongzinha aqui e outra ali. Tipo pesquisador com ratos de laboratório. Mas se for pra dar a cara a tapa “AH eu quero meus direitos”, os direitos mais dignos são aqueles decididos coletivamente. Pro bem de todo mundo. E feitos por nós. Não se consegue nada sem lutar, e isso nem precisa argumentar por que a história prova. Mas sempre há aqueles que temem a liberdade que temem a construção coletiva de vida.
    Sem bandeijão não sei o que seria de mim naquela universidade. Por que comprar mistura todos os dias em casa pra levar marmita pra faculdade só se roubasse, ou trampasse ilegalmente, por que não teria condições de me manter comendo. E foi construção da greve! ACORDEM FURAS GREVE!!!!!!!!

    • Alpha disse:

      Você confunde o objeto de reinvindicação com a forma de se reivindicar. Pessoalmente, digo-lhe que apoiei essa greve em 2010, porém, passado um tempo ela começou a ficar turva porque a paralisação simplesmente ficou gratuita. Quando comecei a perceber as “viagens” que os grevistas pronunciavam usando o microfone, passei a me perguntar se era possível pensar em mais de uma hipótese ao abordar o tema “reivindicação”. Logo vi que o grande problema é que, sob pretexto de movimento estudantil, atropelou-se muitos estudantes simplesmente a troco de nada útil ao coletivo, somente uma pretensa vaidade intelectual.

      Há um grupo dos que são a favor que não aceitam negociar com parte alguma, querem conduzir tudo sozinho como se a Unifesp fosse propriedade particular deles, sequer são capazes de lidar com pensamentos distintos, acham mais fácil rechaçá-los e tomá-los
      por alienados.

      • Dan disse:

        “Na segunda semana de abril, esse professor disse: “vocês tem o direito de fazer greve, mas irão arcar com as consequências”.”

        Não é questão de puxar o saco, mas somos adultos e isso implica arcar com as consequências. Você é caloura, muito nova ainda, mas vai aprendendo…

        “Por falar em questões jurídicas, os professores adoram lembrar em outras palavras “a escolha dos representantes estudantis será feita por meio de eleições do corpo discente e segundo critérios que incluam o aproveitamento escolar dos candidatos, de acordo com os estatutos e regimentos.” (Conforme artigo 38, § 2º)”

        Eu também apóio! Se vai me representar quero alguém que realmente estude na Unifesp, que participe como estudante. O problema é que muito grevista e eu sei quem são só aparece na Unifesp em época de greve, não participa como estudante no cotidiano, nas aulas, etc. Isso fica difícil. Como alguém que não participa na Unifesp como estudante irá me representar?

        “Na semana passada, o professor Jaime insinuou que um estudante que conversava com ele estava bêbado e por isso não entendia o que o aluno falava. Sendo que esse estudante sofreu um acidente de moto e por isso tem dificuldades de andar e falar.”

        Talvez ele estivesse bêbado mesmo. Esse cara tá sempre chapado!

  3. aluno unifesp disse:

    meu, na boa, não dá pra levar a sério esse texto super prolixo que cita Gabriel O Pensador como se fosse um sábio filósofo, né. fala sério! já não bastasse o Sr. Juraci citando incassaveis vezes seu discurso vazio de sentido e cheio de palavrinhas de ordem que ele deve ter tirado de algum livro mequetrefe explicando a internacional comunista do sec. XIX… por favor, não substimem minha inteligência!

    • Valente disse:

      Afinal só os eruditos tem o direito de serem citados, afinal só eles dedicaram uma vida de estudos, não sei se te ataco com pedantismo ou meritocracia. Capte a mensagem e não quem citou.

  4. aluno unifesp disse:

    *subestimem

  5. Alpha disse:

    É estranho esse fanatismo que corre entre os que publicam e concordam com esse texto, para justificá-lo, atiram para todos os lados um monte de ideias fora de contexto, acusam a todos (inclusive os alunos) de conspirarem contra, intepretam a atual situação de forma que sejam eles as vítimas e o pior, trazem para si um heroísmo que é escandalosamente imerecido.

    O mais estranho de tudo: numa faculdade de humanas, em momento algum esse “Comando de Greve”, que em tese deveria representar os interesses dos discentes, fez qualquer autocrítica acerca de suas próprias ações…. eles não erram?

  6. Diego Chaves disse:

    Em 2011 houve uma das assembleias mais lotadas que eu já havia visto, que chamou uma paralisação, barrou uma greve e ainda aprovou um dispositivo regulatório de greve, dizendo que a partir daquele momento nenhuma greve poderia ser chamada sem ter um indicativo que a antecedesse.

    No entanto, neste texto aqui no blog, tal decisão do conjunto dos estudantes da UNIFESP é tratada como sem valor e colocada ainda de um jeito, como se fosse um boato promovido por alguém antidemocrático à soldo do PT.

    Ora, isto é extremamente contraditório. Como alguém escreve um texto defendendo a legitimidade da atual greve por ter sido votada em assembleia e ao mesmo tempo deslegitima a votação de uma assembleia do ano passado ?

    Interpretar que uma assembleia com 1000 pessoas tem o poder de revogar um dispositivo aclamado em assembleia anterior é uma coisa, agora esquecer que tal dispositivo foi votado um dia e denunciar quem lembra de sua existência, corre o risco de deslegitimar não só o resultado da assembleia de 2011, como de toda e qualquer assembleia.

    • Valente disse:

      Diego esse ano entraram mais de 500 calouros, que não tem nenhum tipo de ligação com as assembleias anteriores só isso já serviria para derrubar qualquer decisão das assembleias anteriores, eu mesmo em 2011 não havia participado das assembleias de 2010 portanto não sou nem seria na época obrigado a acatar deliberações da mesma, toda assembleia é soberana em si, pois dentro do recorte sincrônico a mesma tem o poder de deliberar, a de 2011 foi grande sim cerca de 500 a 600 alunos ao que me lembro, fui um do que falaram e votaram contra a greve em 2011, mas em 2012 ela se fez mais do que necessária e num momento propicio, não a toa uma assembleia de cerca de 1200 alunos votaram nela me votaram a favor, se por acaso uma nova assembleia ocorrer e nela for votado que a greve deva ser encerrada, apesar de apoiar a greve neste ano eu ficarei feliz em encerrar a greve, pois ao menos a decisão da maioria foi respeitada, mas legitimar dispositivos de controle sem se atentar ao fato de que desde 2010 mais de 1000 alunos entraram no campus é complicadissimo.

  7. Aluna disse:

    Um dia depois da assembléia, eu fiquei perdida e assustada em saber que estávamos em greve, eu e a maioria dos calouros com que eu conversei ficamos com medo de como ficaria o semestre, e eu acho que naquele momento esse medo foi totalmente justo, já que tudo era novo demais pra maioria dos calouros ali.
    No primeiro momento eu fui contra a greve, simplesmente por não querer perder nenhuma aula, e por ter ficado 3h no trânsito pra nada, eu fiquei brava com a situação, e ainda mais tendo recebido desde a entrada um monte de informações confusas de quem apoiava a greve, e de quem não apoiava. Foi difícil conseguir conversar com alguém, sem aparecer uma pessoa atrapalhando ou fazendo cara feia, isso me incomodou, e eu fui embora triste, achando que tinha criado expectativas demais sobre a Universidade que eu tinha entrado.
    Hoje eu ainda fico brava em pegar tanto trânsito, em ver pouca gente no campus durante esse período, mas eu já não sou contra a greve, e eu precisei conversar com muita gente, ler muita coisa pra deixar de pensar em tudo que poderia estar perdendo, pra pensar em tudo que todo mundo pode ganhar se essa greve conseguir ter força pra continuar buscando seus objetivos até o fim.
    Eu não me importo mais com todas as aulas que eu estou perdendo, nem em perder o semestre, mesmo que isso continue me dando medo as vezes, o que me deixa triste já não são as minhas expectativas quebradas, e sim tudo que eu vejo, leio e escuto sobre essa greve, de alunos, professores e de pessoas que apenas ouviram falar dos problemas do campus, ou do acham que são os problemas do campus. Acho que essas briguinhas são a parte realmente triste dessa greve, são as coisas que eu ouço que no fundo quebraram minhas expectativas, não a falta de estrutura, mas a forma que algumas pessoas agem quando não tem sua vontade aceita, seja de qual lado for.
    Espero e torço pra essa greve continuar, mesmo discordando de tanta coisa, porque acho que se ela acabar agora, dessa forma, eu vou ficar ainda mais perdida e assustada do que eu fiquei no primeiro dia, mas principalmente, eu vou ficar decepcionada não só com o descaso que estão tendo com o campus, mas com as pessoas que não conseguem se unir, nem quando essa é a única coisa a se fazer.

  8. aluno unifesp disse:

    em muitos a lavagem cerebral funciona. tá aí a prova! sempre o mesmo discurso batido… pena que muitos desses calouros não ficaram ouvindo as velhas retóricas. e o movimento que poderia ter esperado um momento mais oportuno para iniciar a greve, teria agora a colaboração da maioria dos calouros que estão em casa de “férias”.

    • Alpha disse:

      a parte boa é que cada vez menos pessoas vêm a esse blog para defender essa paralisação.

      • aluno unifesp disse:

        uma pena… tava ficando divertido ver a infinita quantidade de textos produzidos só com as palavras reaça, burguês, burocrático, sistema, escolástica, escrotinhos, utilitários e conformismo.

  9. Bom conselho disse:

    Galera só pra fins de escrever tudo certinho, os policiais que nos esperavam na reitoria eram pertencentes a duas unidades da PM os de capacete branco pertenciam a ROCAM (RONDAS OSTENSIVAS COM APOIO DE MOTOCICLETA) estes tem uma representatividade parecida com a da ROTA só que usam moto ao invés da “barca do mal” e fazem parte do 2º batalhão de choque . Os de capacete preto fazem parte da Força Tática, unidade de elite no policiamento ostensivo, tropa criada para fazer o serviço da ROTA que foi tirada das ruas (não fazem mais patrulhamento) devido a sua “fama” (antes fosse só a fama). Porém as duas tropas não tem por característica fazer o trabalho de choque que cabe ao 3º e 4º batalhões (estádios, manifestações e aglomerações). Logo podemos concluir que realmente nos tratam como criminosos pois mandam forças que não tem em suas atividades principais fazer “segurança” de manifestações. Acho importante citar o nome e as funções dessas tropas pra mostrar como o estado e as instituições tratam quem luta por seus direitos.

    Aos fura greves : PODEM MATAR UMA FLOR MAS NUNCA, JAMAIS IMPEDIRÃO A PRIMAVERA!

    • Carlos Cachoeira disse:

      tá legal brincar de revolução? qual é o plano? organizar a V ou a VI internacional comunista? pede ajuda ao Hugo Chavez, mais facil que evocar o Che!
      mas termina de brincar logo, ok? quero estudar!

    • Alpha disse:

      Essa frase direcionada aos fura-greves está muito “galática”

  10. Adriano Oliveira disse:

    Só uma coisa: não é hipócrita qualquer um dos lados falar em democracia, quando no fundo não acreditamos mais nela, quando sabemos bem que ela (e muito menos a ditadura) não é “a” resposta para todos os males sociais?

  11. carlinhos tentação disse:

    “…acho que não existe democracia…” Timbó do Oeste

  12. Willian Bispo da Cruz disse:

    Sinto pena de todos aqueles que gostariam de ter vivido na época da ditadura… gostariam de estar sendo presos em favor do “bem ideal”… é de sentir pena!
    Minha obrigação é ter que aceitar o coletivo, mas ser taxado de covarde por não apoiar a greve? Ser covarde por ter estudado para prestar uma universidade federal e querer estudar, e não poder por conta de um bando de ‘crianças’ que justificam seus atos em favor de um futuro que nem irão participar. Isso sim é o cúmulo.
    Antes eu me sentia orgulhoso de pertencer a uma Universidade Federal, agora, sinto vergonha de dizer que minha Universidade, é frequentada por crianças de creche particular.
    P.S. Não tenho vergonha de me expor a ninguém, se tiverem argumentos plausíveis e prontos a discussão, estou à disposição, meu e-mail bispowill@gmail.com

    • Alpha disse:

      Não está sozinho nessa, acredite.

    • Dan disse:

      Exato! Não digo que a luta não é válida, mas ali está todo mundo de passagem. Mesmo que alguns figurões da greve fiquem anos ali, alguma hora serão jubilados. Não seria intrigante acusar os professores de não apoiar a greve, de malditos manipuladores? Sim, porque no final quem ficará serão somente os professores.
      E eles serão os maiores prejudicados pela falta de estrutura, inclusive em suas pesquisas. Será que eles realmente deixaram de apoiar porque são maléficos burgueses que tem acordo com a reitoria? Será que as reivindicações não são também, ou até mais, interessantes aos professores? Ou será que eles, com maior experiência, sabem que esse movimento está em um barco furado?

      PENSEM!

  13. Marcos disse:

    A fraqueza não deveria de forma alguma ser recompensada com a misericórdia conforme a mais pura concepção da filosofia nietzschaniana. Também de Nietzsche ele retira sua apologia da guerra como uma fonte de progresso da humanidade, onde os mais fracos perecem e os mais fortes vão se aperfeiçoando em uma espécie de darwinismo racial.

    Mein Kampf (Minha Luta)

    Acorda!!! Estamos em 2012 não em 1970…..

  14. SANTANA disse:

    MEW, ESTAMOS NA ERA DA INFOMÁTICA!!! TANTA FORMA DE REINVIDICAR, E ESSES GREVISTAS ANTIQUADROS COM SUA GREVINHA FURADA E MAU ORGANIZADA. NÃO TIVERAM UM PINGO DE CRIATIVIDADE. ESTAO QUERENDO CAUSAR!!! FICAM AÍ COM ESSE DISCURSO IDEALISTA ACHANDO QUE VAO MUDAR O MUNDO.. TSC TSC ARROGANTES, NAO SABEM NEM O QUE COMERAM NO CAFÉ DA MANHA.. HAHA

  15. Pelo fim da greve! disse:

    É MUITO FÁCIL DIFAMAR PROFESSORES ANONIMAMENTE… POR QUE NÃO ASSINAM ESSE ESCLARECIMENTO? COM NOMES PESSOAIS DE PREFERÊNCIA… ESSA DE “COMANDO DA GREVE” NÃO ROLA…

    E DOS MÉTODOS GREVISTAS? VCS NÃO VÃO FALAR?

  16. Luciano Von disse:

    Afirmações como essa só me fazem sentir nostalgia daqueles tempos em que era preciso ter 40 anos e uma renda anual razoável para poder votar. Ditadura da maioria é tão opressiva como qualquer outra. Democracia Segrega a ilusão de justiça por maioria, Qualquer ser com o mínimo de moral possível, seria contra tais movimentos esquerdistas, não há coisa pior do que pessoas de esquerdas: São deprimentes estes discursos, principalmente estudantil, um bando de gente idiota que não enxerga dois palmos a frente do próprio nariz, e ainda acham que entendem de vivência coletiva, o coletivo é o que transforma o mundo nesta coisa de perdedores, imorais, mediocridade e idiotilização que vivemos, nesta casta podre e maldita que vivemos hoje, e vocês, estudantes de esquerda, acreditem, vão andar muito e não vão chegar a lugar nenhum, a liberdade jamais deve vir antes da obrigação, o problema de vocês fora falta de surra quando criança e trabalho pesado quando adultos (Será que este é o termo correto?). Para quem não sabe, em sentido amplo, burguês é qualquer um que siga valores antitéticos ao pensamento de esquerda, tais como: autonomia, propriedade privada, responsabilidade individual, trabalho duro, família, saúde, fibra moral e rejeição incondicional a qualquer tipo de coitadismo, igualitarismo e confisco estatal que tente usar a riqueza produzida por ele (burguês) para premiar os aderentes dos valores de esquerda (servidão, roubo, irresponsabilidade, mediocridade, promiscuidade, drogas e covardia diante das barreiras da vida, respectivamente) por sua incompetência em viver. O papa sabe lidar muito bem com vocês, “Jesus nos alertava sobre esses charlatães e nos dizia que a régua com que devemos medi-los é: como ele vive? Quem ele é? Que frutos ele gera? Quais os frutos produzidos nos círculos dele? Faça esse teste e você já saberá de quem se trata. Embora isso seja suficiente no nível prático, devemos nos voltar também para a perspectiva histórica. Pense em todos aqueles salvadores da humanidade do século passado. Quer seja Hitler, quer seja aqueles pregadores marxistas, todos eles nos prometeram a justiça; todos eles pareciam ovelhas inocentes e, no final, foram os grandes destruidores”. (RATZINGER, Joseph. Gott und die Welt: Glauben und Leben in unserer Zeit. 2. ed. (München: Knaur, 2005, p. 271.) Assim despeço-me, e agradeço-lhes jovens grevistas, por confirmar minhas convicções em relação à esquerda. Bom, não é de se esperar muito, de pessoas que usam camisetas e bandeiras de Che Guevara, esse matou apenas centenas de pessoas, mas não fora diferente de outros lideres como Mao, Stalin entre outros seres sedentos por sangue, em busca do tal ideal. É preciso conhecer o mal para poder combatê-lo.

  17. Cristiano disse:

    Não generalizem. Sou contra a greve e jamais ameacei alguém. Aliás, nunca deixei de colaborar com propostas ao movimento e tenho comparecido às assembleias do meu curso. Falta inteligência política e diplomacia ao movimento grevista.

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