Moção de apoio aos estudantes em ocupação na UNIFESP – Guarulhos

O Campus Guarulhos da Universidade Federal de São Paulo, o segundo campus de expansão, sofre com vários problemas de infraestrutura, como falta de salas e laboratórios, espaços precários para realização de ensino, pesquisa e extensão, falta de estrutura de permanência estudantil como moradia e creche. Não por acaso essa situação é análoga ao do Campus Baixada Santista e à de outras universidades federais. O Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – REUNI prima pela expansão de vagas sem nenhum cuidado com a qualidade e estrutura para as mesmas.

Frente a estas e várias outras demandas, os estudantes da UNIFESP – Guarulhos entraram em estado de greve como forma de pressionar a Diretoria e a Reitoria a tomarem ações para sanar esta situação.

Contudo, não é de hoje que, após suas manifestações legitimas de denúncias, atos e outras ações, os Movimentos Sociais recebem em resposta atos de criminalização e ou judicialização por parte das autoridades, governo e Estado. No Movimento Estudantil não é diferente. 48 estudantes sofrem processos após a utilização de tapumes apodrecidos em um ato simbólico, sob alegação de “depredação do patrimônio público”.

Dessa forma, o Centro Acadêmico Unificado – Unifesp Baixada Santista torna público o seu repúdio à opção feita pela Direção Acadêmica do Campus Guarulhos e pela Reitoria da UNIFESP em não abrir dialogo com o movimento de greve dos estudantes daquele campus além de abrir processos e montar uma Comissão de Sindicância contra estudantes.

Diante dessa intransigência, não coube ao movimento de greve outra opção senão tomar medidas mais drásticas e ocupar a Diretoria Acadêmica. Entendemos que essa ação é estratégica, tendo grande alcance, absolutamente legítima além de ser um importante instrumento de reivindicação.

Prestamos assim total apoio à ocupação da Diretoria Acadêmica do Campus Guarulhos e nos colocamos em solidariedade às suas ações. Colocamo-nos ainda em estado de atenção contra uma possível repressão ao movimento dos estudantes.

CENTRO ACADÊMICO UNIFICADO UNIFESP – BAIXADA SANTISTA

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22 respostas para Moção de apoio aos estudantes em ocupação na UNIFESP – Guarulhos

  1. Luis disse:

    Manda para juiza, para fer se ela da um refresco na intimação.

  2. É ISTO AÍ, COMPANHEIRADA DE SANTOS!

    GREVE UNIFESP 2012

    *Por uma EDUCAÇÃO PÚBLICA GRATUITA, UNIVERSAL, DEMOCRÁTICA E DE QUALIDADE
    *Por uma UNIVERSIDADE sem MUROS
    *Contra: CRIMINALIZAÇÃO de 100 ESTUDANTES
    *Contra: PRECARIZAÇÃO e TRANSFERÊNCIA DO CAMPUS PIMENTAS PARA SÃO PAULO
    *Contra: BUROCRACIA ESCOLÁSTICA ASSISTENCIALISTA

    Em tempo: GALERA DE SANTOS, CASO UM TAL “ALPHACINHA” OU SEGUIDORES DELE FIZEREM ATAQUES PRECONCEITUOSOS OU VOMITAREM PALAVRÕES, NÃO ESQUENTA NÃO, ELES SÃO FACISTAS DOIDINHOS PRA AGREDIR ALGUÉM!
    Vejam a barbaridade PRECONCEITUOSA que fizeram contra os ESTUDANTES DE BOTUCATU (Denuncia de PRECONCEITO NA UNIFESP).

  3. Marisete disse:

    Gostaria apenas de comentar, que além do CHE, existiu um outro homem chamado Gandhi, que trouxe a independência de um país sem usar uma arma…usando apenas de inteligência.
    Gostaria ainda de comentar, se possível, que quem não trabalha com obra não deve saber que aquelas madeiras que ao nosso olhar é podre e não serve pra nada tem um custo alto (acreditem, madeira de qualquer jeito é cara, principalmente pra obra)…vcs. já viram quanto custo aquelas ripas velhas de madeira pra fazer andaimes…é um absurdo….achei R$ 8.000,00 muito dinheiro é fui verificar e pesquisando me falaram que esse valor tava barato, pois, costuma ser mais caro….pra mim e pra vc. é lixo.
    Gostaria ainda se possível, de dizer que trabalho com educação pública….aquilo sim é falta de qualidade…aquilo sim é falta de democracia….Precisamos de uma estrutura melhor, SIM PRECISAMOS, DEVEMOS E PODEMOS COBRAR, Claro…mas será que precisamos mesmo desses meios????!!!! Será que não somos mais inteligentes que isso!!!??? Eu que já fiz uma universidade particular, estudei apenas em escolas públicas, confesso que NUNCA havia tido professores tão bons, como aprendi nesse tempo de UNIFESP Guarulhos, mesmo com toda a falta de estrutura….se meus professores são escolásticos???? Não sei, só sei que até agora e, eu estaria no meu último ano….agradeço a eles, pois mais do que disciplinas, aprendi a viver melhor e levo isso aos meus alunos da rede pública (encarcerados em salas de aulas e prédios com grades de fato e a falta de absolutamente tudo, sabendo inclusive que muitos deles sequer chegaram perto de uma UNIFESP…Me pergunto, então: O que é uma educação pública de qualidade? O que é essa qualidade que estamos lutando, estrutura física? Professores melhores? Menos burocracia do que? Do diálogo, entre aluno e professor? Por favor me traduzam tudo isso…pois gostaria sinceramente de acatar o ponto de vista dos senhores…até agora não compreendi, não assimilei com total propriedade e acho que a maioria também não, talvez por isso venha faltando apoio pra vcs…

    • Primeiro, desde 2007 os ESTUDANTES DENUNCIAM ESTE ESTADO DE COISA.
      Segundo, dezenas propõe esta TAL OUTRA OPÇÃO E VOTAM CONTRA AS GREVES. Portanto, como resolver?
      Agora, a GREVE DE 2012 ESTA FORTALECIDA E A OCUPAÇÃO, REPERCUTIDA NA MÍDIA, POSSIBILITOU QUE O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO TOMASSE CONHECIMENTO DO ANGULO DOS ESTUDANTES E VAI NOMEAR COMISSÃO PARA ACOMPANHAR AS NEGOCIAÇÕES.
      Quanto ao TAPUMES, SE INFORME MELHOR, ESTÁ SENDO QUESTIONADO PELA “PRÓPRIA DIRETORIA ACADÊMICA”, TAL PORCARIA QUE CUSTOU R$ 8.000,00, VIRANDO LIXO NO TEMPO E CAINDO APÓS UMA PEQUENA CHUVA!

  4. Marisete disse:

    Mas por favor, falem num português que toda e qualquer pessoa possa compreender, falem como se explicassem para os meus alunos da rede estadual de ensino, desenhem se possível…isso não é uma zueira..não me interpretem mal, e de fato uma necessidade. Obrigada

  5. Comunista disse:

    Tá ruim a Unifesp? Pq vcs não vão pra UNIP ou pra UNINOVE? Deixem uma universidade federal para os estudantes de verdade que querem estudar, não promover seus partidos…

  6. marouilha disse:

    Deviam pedir pra população a permissão pra tacar fogo nos tapumes. Ou o dinheiro que o povo ganhou também é simbólico?
    Fazer uma “fogueira simbólica” com algo que foi pago pela população, é falta de respeito com os trabalhadores. Uma vergonha.

    • Prezado,
      Procure ver os dois lados da moeda: aquilo era um lixo, comprado com dinheiro público para encobrir a vergonhosa promessa do tal prédio e, mais, uma pequena chuva derrubou o mesmo sobre CARROS PÚBLICOS!
      Caramba, será que estou ficando meio louco?
      Considero que você não tinha esta informação tendenciosa, publicada pela Diretoria Acadêmica e Congregação, mote para a tal punição falaciosa!
      Acorda companheiro!

      • marouilha disse:

        Considerações erradas a meu respeito.
        Quando os tapumes foram comprados não eram lixo. Sempre convivi com obras e sei que aqueles tapumes foram comprados em ótimo estado (pois fui ao campus pouco tempo depois de terem sido colocados) e não é um material barato, muito pelo contrário.
        A decadência do material – comprado com dinheiro público – não justifica, de modo algum, sua queima.
        O problema é que um pequeno grupo de pessoas não pode decidir queimar algo pertencente à população (embora apenas em teoria) e pago por ela, pois isso não é democrático.
        Imagine-se indo perguntar para a população do Pimentas se eles ficariam contentes em saber que seu dinheiro foi usado para a compra e colocação de tapumes inúteis no campus da universidade e que um grupo de alunos resolveu atear fogo em protesto. Adivinha o que vai deixá-los mais indignados.
        Um dos objetivos da greve é a aproximação com a população, mas não estão agindo de modo que isso seja viável.
        E se o senhor está ficando louco, eu não sei. Mas eu acho falta de bom raciocínio fazer considerações a respeito de algo com tão poucas evidências – já que meu comentário não explicita até onde eu sabia da situação e de onde tirei o que sei.
        Eu sou aluna da universidade, moradora de Guarulhos e presenciei os acontecimentos. Não precisei ler – nem as publicações da Diretoria Acadêmica e nem este blog – pra saber o que aconteceu.

  7. Sábias palavras, profª Marisete… E para os que usam e abusam de “palavrões” como “burocracia escolástica”, “pelegos prático-utilitaristas”, “filosofia da práxis” e outros do gênero, deixamos uma frase de Ernest Rutherford ( um físico da Nova Zelândia que, entre outras coisas, descobriu que o átomo não era a menor porção da matéria, em 1911):

    “Qualquer teoria que não possa ser explicada à uma faxineira não merece ser levada a sério”

    • Adriano, boa noite!
      Palavrões ou conceitos? Você está lendo o que os “Alphacinhas e cia” estão escrevendo? Rios de efetivos palavrões, inclusive profundas frases PRECONCEITUOSAS E VAI POR AÍ!

    • Olga de Luxemburgo disse:

      Adriano e Marisete, bingo! Vcs compreenderam o que está por trás da ação e da fala. Filosofia da praxis, eu entendo que não dá mais para seguir os mandos dos grupos políticos. O Sr. Ivan Valente nunca apareceu para tirar a gente da cadeia. O unico que fez isso inumeras vezes foi o Paulo Teixeira. De qq modo, os Psóis tão em casa tomando chopps e vcs dando a cara pra bater. Sai na midia e o partidão mostra que ainda faz algum trabalho no Brasil, mostrando o site pros companheiros estrangeiros. Tá na hora de se aproximar com o nosso grupão de estudantes e fechar junto o que o grupão assumirá. Cai fora dessa historia de ser herói, vai sobrar pra vc. Vamos fazer pressão em Brasilia? Beleza, lotamos um monte de onibus. Vamos pedir ajuda de grana pra alugar onibus, a começar com o PSOL (quero o dinheiro que a Heloisa Helena não devolveu), vamos fazer barulho em Brasilia, chama os tucanos do CQC pra cobrir a reportagem.

  8. Tá explicado do jeito que você propos (de forma preconceituosa e academicista) ou não entendeu!

  9. Bem, eu disse que são “palavrões”, em aspas assim como escrevo agora, porque mesmo os conceitos são transformados em alguns por “palavrões”, ou, se preferirmos, por tabus sagrados e/ou artigos de fé que não devemos sequer ter a lembrança de procurar seu significado ou de compreendermos as implicações de seu uso, quando em verdade estão longe de ser isto que acabo de definir…

  10. Vinícius de Oliveira Bessi disse:

    Será que realmente vocês se importam com a precarização do campus Pimentas? Será que parar as aulas com uma greve mais força a reitoria e a tal burocracia acadêmica a fazer algo a respeito para solucionar o problema ou contribui mais para essa precarização que vivemos?
    Pois pessoas dependem das aulas para se formarem, terem uma profissão e sustentarem com isso a si próprias e suas famílias, além de conseguir bolsas de pesquisas que vão ajudá-las a se manter na universidade sem precisar trabalhar por tempo integral (o que dificultaria tudo ainda mais), entre tantas outras coisas mais.
    A crítica a esse sistema e modelo de educação é muito bem vinda, também não sou a favor desse academicismo que na prática não é “democrático” e acessível a TODOS, mas é a realidade e com o que as pessoas tem de conviver para sobreviver, não é parando tudo de uma hora para outra sem estratégia, sem pensamento que vamos corrigir o mundo, pois bem ou mal é do mundo atual que os mais necessitados vivem e eles são os primeiros a sofrerem com o choque ufanista, vide as pessoas mais pobres e carentes do nosso campus que já era difícil levar as aulas como estavam, agora parando e atrasando a sua vida acadêmica ficará mais e mais difícil ainda, vão levar mais tempo para aumentar consideravelmente a sua renda, quanto mais tempo se passa na universidade, mais difícil fica a vida de quem depende da própria força de trabalho, é desesperador até para elas.
    Nenhuma medida que visa solucionar um problema deve ser mais prejudicial que o próprio problema como tem sido essa greve, tudo leva a crer que não é o bem comum da comunidade acadêmica da Unifesp que os orquestrantes da greve querem e sim atender os seus objetivos pessoais nos seus partidos excusos, empresas, etc.
    Faço um apelo para que as pessoas do campus Pimentas reflitam que o primeiro passo para uma educação de qualidade é ter a real noção de quem está participando da construção dessa educação, no caso os próprios alunos, reflitam sobre o que realmente querem esses agitadores dogmáticos e medievais da falsa esquerda vanguardista que reflete mais a ditaduras tão ruins ou até piores que as dos totalitarismos de extrema direita e da burocracia e neoliberalismo capitalista como as ditaduras de Stalin, Mao, Fidel entre outros que mais reificam o que “querem derrubar” do que cooperam efetivamente para derrubar e construir um mundo novo.
    Vamos criticar a estrutura, a falta de salas, de livros na biblioteca, laboratórios e tecnologia? VAMOS! Porém com o bem mais precioso que um estudante tem, a INTELIGÊNCIA e não a alienação, pois substituir a alienação burguesa neoliberal pela alienação da vanguarda de esquerda dos partidos e membros de bosta do PCO, PCB e PSTU (entre tantos outros) é trocar seis por meia dúzia, pois não existe nada mais favorável a uma direita do tipo PSDB e DEM do que uma esquerda que os fortalece mais do que os enfraquece, ou seja, a alienação está por toda a parte, sair da fantasia do consumo para entrar na fantasia do heroísmo revolucionário é a MESMA MERDA e viram no que podia ter dado né? Pessoas inocentes (enganadas por aqueles que abusaram de seus ideais) sendo gravemente feridas, calouros com o risco de perder a matrícula e o que ganhamos com o movimento? Bem tudo que já estava programado pela Congregação que já estava relatado em atas das suas reuniões, além de documentos oficiais publicados nos espaços correspondentes a divulgação de atividades públicas, ou seja, para o que conseguimos NÃO HAVIA a mínima necessidade disso tudo. Agora convido as pessoas sérias e vítimas disso tudo para fazer um movimento estudantil DECENTE tanto na qualidade como no caráter e nos livrarmos de vez desses parasitas pseudorevolucionários.

  11. Vinícius de Oliveira Bessi disse:

    “Manifesto CONTRAPONTO

    Vemos se repetir ao passar dos anos na UNIFESP, um modelo de debate que propõe de forma exaustiva as seguintes indagações: “que universidade nós queremos?”, “que ideal de sociedade nós queremos”?”. Contudo, essencialmente nas últimas semanas do debate público que vem se intensificando na comunidade acadêmica, não é difícil perceber que tais questões jamais sairão do terreno vago das suposições se não respondermos a uma questão crucial que pontua todas as demais, nunca antes respondidas: “quais instrumentos dispomos nesse momento a fim de construir o movimento estudantil eficiente que queremos ver?”.

    O modelo vigente de assembleias, comandos de greve e comissões coloca o estudante em uma situação limítrofe, onde aquele que opta por tornar pública a sua opinião, necessariamente tem de tornar pública a sua figura. Dessa forma, sua imagem fica exposta à avaliação rigorosa dos demais sob a pena – nada remota – de receber vaias e gritos de hostilidade. Assim, as assembleias revelam-se espaços de reprodução do senso comum, de rechace de opiniões adversas, de intolerância e de discursos autoritários e inflamados. Revela-se como espaços não da democracia, mas da aclamação da crítica vã e da retórica vazia, bem como espetáculos de hostilidade.

    As assembleias, enquanto espaços de autogestão das atividades do corpo discente, devem ser lugares propícios ao diálogo, à tolerância e ao respeito. Todo e qualquer estudante deve ter sua fala assegurada e respeitada igualmente, independente de seus credos e filiações político-partidárias, religiosas, etc. Essa é uma condição sine qua non para que se garanta um movimento democrático, pois democracia sem pluralidade, sem diversidade, é uma ditadura da maioria sobre as minorias. É domínio faccioso sobre a variedade de opiniões dos estudantes do campi. Portando, declaramos aqui que não somos adeptos a esse modelo.

    As discussões que temos realizado nos levam a concluir que esse modus operandi tão costumeiramente utilizado, e repetido por nosso movimento estudantil se mantém vigente primordialmente devido ao caráter ideológico atual, que surge com déficit de planejamento. A inexistência de entidades estudantis permanentes e de maior abrangência impossibilita, de um lado, a mobilização constante dos estudantes, e gera, de outro, o predomínio dos atuais grupos.
    Como consequência, temos a grave dificuldade de organização e de diálogo e, especialmente, de negociação com os poderes instaurados na universidade (as tão citadas burocracia e hierarquias acadêmicas). Como exemplo dessas dificuldades tivemos a demora de cerca de 2 semanas para a elaboração de uma pauta de reinvindicações. O histórico mais recente evidencia ainda mais a problemática: após mais de um mês da instauração da greve atual é que finalmente se formou uma comissão de negociação.

    Esse atraso nos avanços da greve é fruto também da inversão lógica que tem sido feita das mobilizações estudantis. O desenvolvimento do movimento deve passar por algumas etapas, necessárias para a maturação das ideias e reinvindicações: 1) discussão da pauta; 2)negociação da pauta; e, por fim, se houver a resposta negativa dos poderes estabelecidos, 3) debate aberto sobre a necessidade de utilização do recurso de paralisação. O método inverso que é adotado pelos representantes atuais apenas tem gerado desgastes e frustrações.

    Como dito, acreditamos que isso seja resultado da ausência de entidades de representação estudantil que dê às mobilizações um caráter de constância.

    Dessa forma, propomos:

    1) que o movimento passe a se focar incansavelmente nas negociações, ao invés de agir de forma a enfatizar relações de força, que se revelam como formas improvisadas e autoritárias de comando.

    2) que formem-se grupos que avaliem aprofundadamente as demandas da nossa pauta, de maneira a poder esclarecer aos estudantes a viabilidade das demandas, os processos judiciais que lhe cabem e que apontem os poderes com os quais devemos negociar quando as reinvindicações não estiverem na esfera universitária, de forma que nossa luta seja clara e objetiva;

    3) que inicie-se o processo de construção de um Diretório Acadêmico, que organize as discussões relativas ao estatuto do DA e forme um calendário visando o processo eleitoral pelo modelo de chapas;

    Por fim, repudiamos:
    1 ) o uso de “piquetes excludentes”, ou seja, a intimidação aos alunos que não aderiram a greve, de forma que isso apenas lhes afasta ainda mais das movimentações estudantis;

    2 ) a falta de respeito nas assembleias, declaramos repúdio total às vaias. Reafirmamos que o movimento estudantil é um espaço de pluralidade, variedade, tolerância e respeito, e que as vaias condizem com espaços de alienação e não de emancipação;

    3) o fim do espírito de “queda de braço”.É necessário dialogar com docentes, funcionários, e também com os as instituições burucráticas. As opiniões amplamente difundidas de que os docentes são “apenas reacionários” impedem o crescimento qualitativo do movimento e culminaram, após uma série de tensões e em desententimentos entre o movimento estudantil e os docentes

    Fabio Preturlon
    Viviane Sanchez
    Iann Longhini
    Gabriela Helena Tingas
    Rene Araujo
    Silvia Helena Paiva Espindola
    Eliete Della Viola
    Angelina Michelle de Lucena Moreno
    William Tomio Sinkai
    Kathleen Angulo
    Conrado Lima
    Vinicius Bessi
    Jonas Tavares de Souza
    André S. Fernandes
    Maíra Kikuti
    Lima Carlos
    Pamela Christy M. Muniz
    Caio Fernando
    Raquel Mugayar
    Wilver Portella
    Felipe Campos
    Silvia Alcantara
    Anderson Ferreira da Silva”

  12. Vinícius de Oliveira Bessi disse:

    Gostaria de pedir para que o moderador do blog publicasse o comentário que fiz acima no qual eu repliquei em outros posts do blog como uma publicação para uma abertura democrática, referente a discussão de mais pontos de vista sobre o processo do movimento estudantil, o que só tem a enriquecer o debate.

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