Campus Guarulhos: ocupado até a vitória!

Hoje, dia 31 de maio, quinta-feira, chegamos ao 68º dia greve e ao sétimo dia da ocupação. Desde a deflagração deste movimento até agora, os estudantes do campus de Guarulhos ultrapassaram diversos obstáculos. Eles superaram a ameaça de punições por parte da Congregação, a pressão da reitoria e dos professores e chegaram a enfrentar a repressão policial. Durante mais de cinquenta dias o enfrentamento contra o governo foi feito quase que exclusivamente por estes estudantes. Não havia outras greves e ocupações em outras universidades brasileiras. O movimento, no entanto, não estava isolado e, muito menos, lutava por uma questão específica daquela unidade da Unifesp.

A greve nacional dos professores universitários paralisou diversas universidades e também fez com que milhares de estudantes de Norte a Sul do País também entrassem em luta. Este movimento de luta é uma dos maiores já realizados pela comunidade universitária das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES). Segundo informe da Associação Nacional dos Docentes de Ensino Superior (ANDES), são 47 instituições em greve atualmente.

Isto mostra que os estudantes de Guarulhos foram apenas a ponta-de- lança de uma luta que não está “apenas” tentando conquistar suas reivindicações mais sentidas, mas enfrenta diretamente a política do governo federal para a educação. Nesta greve são questionadas as medidas dos últimos anos como a Reforma Universitária, que desde seu início em 2004, com a aprovação do Prouni, vem diminuindo gradativamente o montante de dinheiro investido nas universidades públicas. Outra medida da Reforma Universitária é o Reuni, que não garante as verbas necessárias para as novas unidades abertas.

Neste sentido, o fato do campus de Guarulhos estar à frente deste movimento não é mera coincidência. De todas as unidades da Unifesp, esta é a que está sendo mais vitimada pela política do governo de sucatear o ensino público. É a única, por exemplo, que ainda não começou a ter seu prédio definitivo construído.

Ampliar a fortalecer a luta

O fato de que o movimento tenha nos últimos dias ganhado um caráter nacional possibilita um aprofundamento das lutas e, consequentemente, das discussões políticas.  Agora, a luta é diretamente contra o governo, o responsável pela aplicação de uma política educacional ditada por organizações como, por exemplo, o Banco Mundial.

A greve nacional também coloca em um terreno prático a luta pelo fim do atual regime de poder nas universidades que, diga-se de passagem, também é sustentado pelo governo que impede uma real autonomia universitária. Na Unifesp, esta questão ganha grande relevância, pois daqui alguns meses haverá o processo de escolha do novo reitor e este também inevitavelmente começará a ser debatido com grande intensidade.

Outro ponto fundamental é o problema da repressão. São centenas e talvez milhares de estudantes processados criminalmente e ameaçados de expulsão pelo simples fato de protestarem e, em alguns casos mais graves, por apenas manifestarem suas opiniões. Na Unifesp, há 48 estudantes respondendo inquérito policial por ocuparem a reitoria pedindo a saída do ex-reitor corrupto, Ulysses Fagundes Neto.

Este e muitos outros temas vêm sendo debatidos na greve e ocupação de Guarulhos. Por isso, além de acreditar que a greve nacional (o que incluiu a greve geral na Unifesp) fortalece sua luta, os estudantes que ocupam a diretoria acadêmica pede para que todos apoiem e, na medida do possível, participem da ocupação do campus. Além disso, o esclarecimento das reivindicações e o fortalecimento do movimento nacional são condições fundamentais para a conquista das pautas.

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10 respostas para Campus Guarulhos: ocupado até a vitória!

  1. Alpha disse:

    “.São centenas e talvez milhares de estudantes processados criminalmente e ameaçados de expulsão pelo simples fato de protestarem e, em alguns casos mais graves, por apenas manifestarem suas opiniões” = VANDALISMO?

  2. Assistencialista disse:

    BALA DE BORRACHA DÓI DEMAIS! DESOCUPEM LOGO!
    O CHOQUE TÁ CHEGANDOOOO…

  3. American X disse:

    Como tirar o cu da reta com o discurso de criminalização do movimento. Se vocês não pichassem o muro da faculdade – colassem cartazes – se vocês não derrubassem o muro, preservassem o pouco que nos resta de estrutura física, ninguém teria argumento pra criminalizar o movimento.

    Se vocês não tivessem agredido física e moralmente professores, alunos e funcionários vocês não iriam ser criminalizados. Por favor, tenham vergonha na cara e espírito realmente revolucionário e assumam os atos, como MOVIMENTO E COMO INDIVÍDUO.

    Sabe o que vocês são? Uns bundões, cagalhões, fedelhos e amadores! São uns CUZÕES, tudo C-U-Z-Ã-O!

    • Gabriel disse:

      o anônimo ai quer falar de coragem! ahahahah só me faltava essa!

      • American X disse:

        Gabriel, você acha que é menos anônimo que eu? Quem é Gabriel, com esse nome genérico. Não tem curso e nem sobre nome. Vc é tão anônimo quanto eu.
        E outra, numa situação real pode ter certeza que eu não sou.
        Como ninguém até o momento – pessoalmente – não veio enfiar o dedo na minha cara pode ter certeza que quando alguém vier numa dessas vai cair que nem um saco de bosta!

  4. Assistencialista disse:

    E A MEDALHA DE MAIOR C-U-Z-Ã-O DO CUMANDO VAI PARA…
    HOUVE EMPATE: A MEDALHA SERÁ DIVIDIDA ENTRE O DA PRÁXIS; A CAPIVARA E O COPIA-E-COLA.

  5. Jeferson disse:

    Os grevistas parecem crianças: Farão ‘birra’ até terem os caprichos satisfeitos.

  6. jucamerdinha disse:

    DERRUBA, DERRUBA, DERRUBA O MURO!
    MAS FECHA O BLOG PARA TODO MUNDO!

    AH,,,,,,,,,,,,,,,,SEUS MERDAS…………..QUI VERGONHA DE VOCES……………SE EU PUDER PAGAR PRA COMENTAR AS MERDAS QUE VOCES ESCREVEM EU PAGO!

  7. Alguns alunos do campus pensam assim: O que adianta sacrificar um semestre se as melhorias só virão após minha formatura? Essa gente pensa assim, sempre em primeira pessoa, não estão nem ai para as gerações futuras, comungam do velho ditado: “se a farinha é pouca, meu pirão primeiro”. Já pensaram nessa gente formada e ministrando aulas por ai? Já pensaram no teor de suas aulas ?(apostila neles!). Já pensaram quando os professores quiserem brigar por melhorias salariais? Qual serão suas posturas? Hoje se escondem atrás de psudônimos, amanhã se esconderão atrás de suas próprias sombras. Que biografias deixarão essa gente?

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