EFLCH: ame ou deixe-a?

Há poucos dias os estudantes, funcionários e professores da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH) receberam um comunicado por e-mail da direção universitária. Neste e-mail, a reitoria, a Congregação do campus Guarulhos e os coordenadores de graduação e pós-graduação convidavam a comunidade universitária para uma reunião que será realizada no teatro Adamastor e que tem como um dos seus principais objetivos a “defesa da EFLCH”. No e-mail ainda estão pontuados como objetivos dos realizadores do ato o fortalecimento do diálogo entre os segmentos do campus para o “encaminhamento das reivindicações comuns”.

Em primeiro lugar, é preciso entender o verdadeiro significado deste suposto “ato em defesa da EFLCH”. Se a reitoria e seus asseclas pretendem defender a EFLCH, estão defendendo ela de algo e/ou de alguém. Neste caso, está implícita uma acusação contra participantes da greve e da ocupação, pois eles insinuam que pretendem defender a EFLCH do movimento iniciado no dia 22 de março e que luta por melhores condições de ensino.

A verdadeira defesa da EFLCH, no entanto, deveria ser uma batalha pelo seu real desenvolvimento, ou seja, por melhores condições de ensino, permanência e para que esta tivesse condições reais de se tornar uma autêntica instituição de ensino e pesquisa voltada para as demandas populares. São por estes e outros ideias que os estudantes estão lutando. Combater os estudantes é, neste sentido, uma luta contra a EFLCH e os anseios progressistas de seus membros.

Os mesmos que combatem o movimento estudantil em nome da “defesa da EFLCH” nunca fizeram nada pela instituição. Mesmo com o poder de administrar o orçamento repassado pelo governo federal e tendo o controle político e administrativo do campus foram incapazes de construir um prédio e de realizar até mesmo pequenas melhoras. Os poucos avanços nestes últimos anos não são resultado da boa vontade de nenhum dirigente unifespiano. Pelo contrário, são consequências da pressão do movimento estudantil sobre a reitoria. O restaurante universitário, por exemplo, foi conquistado após a greve e o acampamento feitos no segundo semestre de 2008. O fretado que liga o campus à estação Itaquera, por sua vez, foi produto da greve de 2010. A reitoria que tem o poder não faz nada e, ainda por cima, quer impedir as ações políticas de quem deseja transformar a Unifesp.

Isto revela o antagonismo entre os interesses da comunidade universitária (estudantes, professores e funcionários) e o pequeno grupo que dirige a instituição. Trata-se da diferença dos que defendem a educação e daqueles que obtém privilégios particulares administrando um bem público.

Neste sentido, quando a burocracia universitária se refere à “reestabelecer o clima de harmonia” no campus, ela não entende isso como o atendimento das pautas, única maneira de alcançar verdadeiramente este objetivo. A “harmonia” para eles é a “ordem” onde manda uma pequena casta e o resto tem seus direitos mais elementares negados. A defesa da EFLCH, neste sentido, se assemelha a “defesa da Pátria” que faziam os golpistas de 1964. Nos dois discursos se nega que existam interesses antagônicos dentro dos respectivos espaços políticos e, a partir desta negação, se estabelece um status quo que esmaga o lado mais fraco. Se a burocracia da Unifesp for vitoriosa em seus objetivos, certamente tentará punir o movimento estudantil, como já declarou em diversas oportunidades.

A reitoria se diz aberta ao diálogo. É preciso esclarecer que este fato não corresponde a verdade. Os estudantes sempre estiveram dispostos a negociar, mas nunca receberam um convite para se sentarem à mesa com o reitor sem que isso viesse acompanhado de uma chantagem.

A reitoria busca utilizar o teatro nos próximos três dias e fazer do local uma espécie de “quartel general” dos contrários a greve e a ocupação. Tenta de forma provocativa mobilizar as pessoas que se opõe ao movimento estudantil e fazer com que os lados entrem em um conflito desnecessário. Ou alguém tem dúvida que isso irá ocorrer se na diretoria acadêmica estiver os grevistas e no teatro os aliados da burocracia?

Os estudantes, no entanto, não podem permanecer calados diante de tamanha provocação. Por isso, foi convocado para esta segunda feira, dia 4, uma manifestação contra a repressão aos estudantes da Unifesp e a todos os movimentos sociais. Todos os estudantes da Unifesp, ativistas sindicais, estudantis e populares dos mais diversos movimentos podem se dirigir ao campus para manifestarem seu apoio ao movimento que há mais de setenta dias luta em defesa da educação pública.

E, por fim, os estudantes aguardam a abertura de negociações e o atendimento de suas pautas. A única solução possível para o conflito e algo que levará ao desenvolvimento da EFLCH.

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13 respostas para EFLCH: ame ou deixe-a?

  1. spirituarise disse:

    A principal intenção do encontro é agregar todos os segmentos da universidade que pretendem reestabelecer no campus o clima de harmonia, respeito ao diálogo e pluralidade que devem caracterizar a vida acadêmica.

    • oautentico disse:

      Este encontro não seria mais útil diretamente na administração do campus (campus São Paulo) por meio de uma nova audiência com a reitoria? Não poderia ser estabelecida a paz com o reitor e obter em definitivo o compromisso da reitoria em atender as pautas que forem justas?

  2. spirituarise disse:

    Quanto preconceito e falta de senso de justiça social!

    Todos nós sabemos que as universidades não existem para formar profissionais, mas sim cidadãos. E todos têm direito a cidadania!

    É impressionante essa diretoria fascista ambicionar por ordem no campus, não creio que eles apetecem ver tudo que arquitetamos (com base, na educação cidadã, no respeito à educação cidadã, na foice e no martelo, na violência coletiva, no totalitarismo, no estatismo e no gayzismo coletivo) por água abaixo, exclusivamente para por ordem no campus (que estamos aniquilando com maestria) e devolver o direito dos alunos de terem aulas. Que diretoria fascista, anti-educação, ditadura estudantil, onde querem punir os estudantes marxistas unicamente por que destruímos o patrimônio público (mantido pelo contribuinte) por incitamos a violência contra alunos e professores que discordaram de nossas ações super politizadas e desejos imediatistas, nossas crises infanto-juvenis e pior, somente por estarmos brincando de Rosa Luxemburgo, Não compreendo essa diretoria a favor da ordem.

    Todos nós sabemos que as universidades não existem para formar profissionais, mas sim cidadãos e cidadãos de luta. E todos têm direito a cidadania!

    Destarte, você que é a favor da violência coletiva, do estatismo, da desonestidade, da imoralidade, da falta de ética, do paternalismo, do abortismo, do fascismo, do esquerdismo em todas as suas concepções (Nazismo, Maoísmo, Feminismo, ambientalismo, Petismo, Stalinismo, Leninismo entre tantas outras, até nosso famigerado regime militar que fora claramente de esquerda, somente os cegos ainda não creram) Da não liberdade individual, por favor, compareça, numa manifestação a favor da luta de classes, no dia 4 de julho, vamos fazer valer nosso direito de praticarmos a violência sem sermos punidos assim como Mao, Che Guevara (Ops, esse foi pego) Pol Pot, Stalin entre tantos outros.

    Liberdade de expressão, respeito ao próximo, a família, o estado, a propriedade privada, a ética, a moral, ao trabalho duro, a honra, os valores do bem, o que é justo e correto, NÂO PASSARÃO!

    • oautentico disse:

      Oi Spirituarise, você acha que o ensino universitário deve ser mantido pelo Estado? Será que o Estado tem organização suficiente para continuar gerindo o ensino universitário? Qual a sua opinião?

  3. Alpha disse:

    Os “subuniversitários” coitadistas sentem-se provocados, ô dó! Discurso típico de gente que trata o público como particular. Ao menos esse texto deles dá para se ter uma ideia do nível de diálogo que se pode ter com esse grupo que fez do campus um “lar”. Via de regra, eles não fazem outra coisa que não rechaçar qualquer ação que vise a propor um ponto de vista diferente dessa falsa “iluminação” que julgam possuir. Às vezes fico pensando: o que essa matilha deseja? Decerto que se é causar confusão e atrasar os outros (para depois alegar “crise institucional”), então é válido fazer qualquer coisa… até mesmo a filantropia, pois agora os “subunifespianos” servem refeições aos populares almejando a buscar um apoio que, cá para nós, nem os estudantes dão. A bem da verdade, todo mundo já está de saco cheio dessa gente que não sai dessa retórica engessada e totalmente anacrônica, daí perguntam “mas por que ainda estão lá”, bom.. observem os padrões, é óbvio que ninguém arrasta uma paralisação por tanto tempo sem “auxílio”.

    • oautentico disse:

      O que você acha da estrutura do campus de Guarulhos? Você estuda lá? Você está satisfeito com a estrutura? E se você não está safisteito o que você faria para melhorar?

      • Alpha disse:

        Quando me matriculei, já sabia das dificuldades que seria levar essa graduação num lugar tão carente quanto aquele, no entanto, o que me fez ir pra lá foi o corpo docente, que pra mim é de primeira linha. Logo quando cheguei acabei me assuntando um pouco acerca dos projetos de melhoria estrutural que havia ali. Bom, vou lhe ser sincero, quando assumi compromisso de levar essa graduação adiante, fiz tomando por base a faculdade tal como ela se encontra. Com relação à biblioteca, bem… como não precisaria pagar mensalidade, então acabei destinando um pequeno percentual do meu salário para adquirir livros exigidos pelo curso, nem que fosse apenas a literatura básica, o restante ia via xerox. Além disso, como bem se sabe, as humanidades não é um campo lá muito promissor no âmbito profissional e isso me obrigou a pelo menos consolidar-me profissionalmente para poder custear a faculdade, pois o fato de não se pagar mensalidade, não implica que não haverá custos.

        Sei que poderia reivindicar auxílio transporte, mas cá pra nós… imagino que haja pessoas com bem mais dificuldade do que eu, então opto por não pedir qualquer tipo de auxílio à faculdade justamente para não entrar em disputa com quem realmente precisa, pois ao me matricular lá, fiz sem contar com qualquer tipo de subsídio da Unifesp. Em suma, apenas fui precavido… com relação à estrutura, bom, se ela pode melhorar, ótimo. O problema é que a obra do prédio ainda não se deu por falta de interessado em construí-lo, imagino que nesse caso será necessário refazer o processo de licitação para tentar encontrar alguma empresa que execute a obra, infelizmente não dá para ser diferente porque a Unifesp tem de agir confirme a lei, é possível que seja esse o problema: a lei, que é morosa demais. Porém, não há muito o que fazer em relação a isso.

        Sobre o que poderia ser feito, não duvido que seria isso que já está acontecendo: busca de espaços alternativos, refazer a licitação, etc etc. Mas algo curioso me veio à cabeça enquanto digitava isso. Se não me engano, a justiça cobrou da unifesp uma descrição do que ela tem feito para atender às reivindicações. Fico pensando… por que tal mecanismo foi utilizado somente agora? Se a ideia era pressionar a Reitoria, por que então não se fez uso desse recurso, isto é, por que não se acionou a justiça desde o início para que a Unifesp desse explicações acerca de seus trabalhos. Tenho para mim que tal iniciativa teria grande possibilidade de construir uma unidade no campus cujos interesses de diferentes setores (funcionários, docentes e alunos) convergissem para um único ponto.

        Sei que a estrutura não é lá aquelas coisas e todo aquele discurso que muitos já estão saturados de tanto ouvir e ler, porém, é lícito pensar que enquanto essas melhorias estão em andamento, poder-se-ia muito bem manter as atividades acadêmicas, por isso sou contra essa paralisação desenfreada porque ela não representa o campus guarulhos, que não é composto apenas por alunos. O que muitos não aceitam é esperar, o problema é que a iniciativa que resultou na cobrança da justiça em relação às benfeitorias da Unifesp foi algo que só se deu (pelo menos até onde sei) agora. Se queriam um instrumento de reivindicação que não trouxesse tanto prejuízo acadêmico ao aluno, creio que esse seria o mais adequado. Pois veja… quem entrou em 2009 pegou pelo menos 4 paralisações que afetaram a formação de maneira bastante relevante, portanto, dizer que “se está pela formação e não pelo diploma” é uma reles retórica… pois o tempo que se foi perdido simplesmente foi perdido e ponto final, agora.. não consigo conceber que seja sensato utilizar-se desse tipo de discurso para justificar essa paralisação. Pois tenho pra mim que ninguém é ingênuo o suficiente para crer que as coisas mudem da noite para o dia, sendo assim, todos que fizeram matrícula estavam cientes de tais condições e que se houvesse melhorias (acredito que haverá), só as turmas vindouras é que aproveitariam a estrutura em sua forma adequada. Infelizmente nós somos desbravadores numa instituição que por décadas focou somente na área da saúde.

        Para finalizar, não quero pregar aqui um culto ao conformismo, no entanto, há uma diferença entre aquilo que queremos e aquilo que de fato podemos fazer, quanto ao que podemos, bom… cabe a cada um aqui extrair o melhor daquilo que se tem, pois para mim o lema “quem faz a faculdade é o aluno” não vale apenas para as particulares. E aos que têm devaneio quando se vê como “funcionário do mundo”, digo que o direito à educação também pressupõe o DEVER de estudar, e dizer que o rendimento é ruim porque não se tem estrutura é algo muito raso de se afirmar, algo que aos meus olhos chega a ser quase uma “desculpa”, pois há sim elementos que dependem de fatores externos (alguns inclusive objetos de reivindicação), mas pra mim o fundamental, o essencial… continua sendo o esforço pessoal.

        • oautentico disse:

          Obrigado pelos seus comentários! Acho mesmo que foi um desabafo de quem estava preparado para uma profunda dedicação aos livros e vê os seus projetos adiados. Gostaria que a realidade fosse diferente, que o Governo Federal mantivesse o compromisso com a qualidade. Nunca gostei de greves ou manifestações, mas fica evidente que o movimento conseguiu o inesperado que foi o indeferimento da reintegração de posse e a conseqüente intimação da reitoria para prestação de contas.

    • Antuérpio disse:

      o pior de tudo, policial alpha, são aqueles, como você, que vê algo de misterioso e sagrado no espaço público. por isso mesmo traz na boca a palavra medo. medroso é todo aquele, como você, policial alpha, que viu na esfera pública apenas algo para ser venerado, temido, nunca questionado. é isso o que te incomoda na luta desses estudantes, pois essa luta revela seu próprio medo e servilismo para com a ordem.

      • Alpha disse:

        O que me incomoda, de verdade, é ver a matilha tomando para si o espaço público para criar seu próprio reino da fantasia, adornado com nomes e conceitos que, cá pra nós, os seguidores só o conhecem de modo bem raso, já que são adestrados a dialogar somente nos termos do “grupinho dos parasitas”.

  4. spirituarise disse:

    Por quanto tempo vão manter a não liberdade de expressão? Por que não apregoam meu comentário? Isso somente prova que estou verdadeiro em minhas colocações a favor do Regime Militar, e poxa, vocês são tão covardes e inseguros, que caso tivessem o mínimo de honestidade e segurança do que dizem, contraporiam em mesmo nível de minhas divagações.

  5. spirituarise disse:

    Interessante predizer ”Golpe de 64”, quando na verdade o próprio foi uma revolução para defender os valores e direitos humanos e a democracia acima de tudo, lembrou-me um texto quase que cogente a todo aquele que honra o Brasil, respeita a dignidade, a democracia, os direitos humanos, a liberdade de ir e vir. E se temos uma democracia social (não que eu seja harmônico com a social democracia) nos dias de hoje, devemos gratidão aos nossos militares. Algo curioso, apesar de ter combatido firmemente o comunismo, O Regime Militar não foi de direita (Como a esquerda adora achocalhar) e sim de esquerda, A direita defende o estado mínimo e a economia livre (Somente alguns exemplos) Por agora, seria algum esquerdista capaz de dizer como foi O Estado e a economia durante O regime militar? A esquerda somente abomina a verdade que conhece muito bem.

    31 DE MARÇO DE 1964 – 31 DE MARÇO DE 2011

    Há quarenta e sete anos, nesta data, respondendo aos reclamos da opinião pública nacional, as Forças Armadas Brasileiras insurgiram-se contra um estado de coisas patrocinado e incentivado pelo Governo, no qual se identificava o inequívoco propósito de estabelecer no País um regime ditatorial comunista, atrelado a ideologias antagônicas ao modo de ser do brasileiro.

    À baderna, espraiada por todo o território nacional, associavam-se autoridades governamentais entre as quais Comandantes Militares que procuravam conduzir seus subordinados à indisciplina e ao desrespeito aos mínimos padrões da hierarquia.

    A história, registrada na imprensa escrita e falada da época, é implacável em relatar os fatos, todos inadmissíveis em um País democraticamente organizado, regido por Leis e entregue a Poderes escolhidos livremente pelo seu povo.

    Por maiores que sejam alguns esforços para “criar” uma história diferente da real, os acontecimentos registrados na memória dos cidadãos de bem e transmitidos aos seus sucessores são indeléveis, até porque são mera repetição de acontecimentos similares registrados pela história em outros países.

    Relembrá-los, sem ódio ou rancor, é, no mínimo, uma obrigação em honra daqueles que, sem visar qualquer benefício em favor próprio, expuseram suas carreiras militares e até mesmo suas próprias vidas em defesa da democracia que hoje desfrutamos.

    Os Clubes Militares, parte integrante da reação demandada pelo povo brasileiro em 1964, homenageiam, nesta data os integrantes das Forças Armadas da época que, com sua pronta ação, impediram a tomada do poder e sua entrega a um regime ditatorial indesejado pela Nação Brasileira.

    Rio de Janeiro, em 31 de Março de 2011
    http://www.ternuma.com.br/ternuma/index.php?open=20&data=358&tipo=5

    Leitura necessária, para fazer valer o trabalho e honra de nossos militares.
    http://www.olavodecarvalho.org/semana/1964.htm

    “[…] our nation can achieve permanent health only from within on the basis of the principle: The common interest before self-interest.” -Adolf Hitler (National Socialist Programme, 24 de Fevereiro de 1920).

    O que vocês tanto dizem que repudiam, obrava como vocês!

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