Invasão Policial à Moradia de Estudantes da Unila

Nesta semana, a repressão não atingiu apenas os estudantes da UNIFESP Guarulhos.

Nossos companheiros da UNILA (Universidade Latino Americana), que fica próxima à tríplice fronteira, sofreram violenta ação por parte da polícia dentro de sua moradia estudantil. O link a seguir revela imagens das câmeras de segurança e relatos dos alunos agredidos:

Publicamos aqui, também, seu manifesto em repúdio ao ocorrido.

Manifestamos primeiramente e com veemência nosso repúdio ao abuso policial praticado na noite de domingo, 3 de junho, na moradia “Quebrada do Guevara”, onde encontram-se vivendo cerca de sessenta estudantes da Unila, dos quais cerca de vinte e cinco encontravam-se reunidos na área comum da moradia na hora da invasão.

Sob alegação de flagrante ao descumprimento da lei do silêncio, policiais militares invadiram a moradia estudantil. Tal alegação foi imediatamente desmentida pelos vizinhos que disseram nunca ter ouvido um ruído na moradia e que apenas perceberam o ocorrido devido aos disparos efetuados pelos policiais. Essa informação se confirma quando verificado o equipamento de som usado na ocasião do encontro dos estudantes. Tratava-se de duas caixas de som de computador, ligadas num celular, cujo som tocara no interior da moradia.

Diante da resistência de que apenas um representante tivesse que acompanhar um grupo de militares em duas viaturas, os policiais disseram que dariam voz de prisão a quem eles escolhessem. A reação pacífica dos estudantes se deu mediante a exigência de que todos fossem à delegacia para a segurança individual e coletiva do grupo.

Dessa forma estabeleceu-se um impasse e os policiais iniciaram uma agressão indiscriminada. Os estudantes foram espancados. A ausência de policial feminina não impediu que mulheres fossem abordadas, e se não bastasse tal violação, a mesma se deu com excessiva violência. Indefesas, meninas foram arrastadas e golpeadas de cassetete. Num ato de delinqüência de um dos policiais, uma jovem foi chutada várias vezes quando se encontrava deitada cercada por estilhaços de vidro da porta que havia sido estourada. Três disparos foram efetuados, causando pânico entre os estudantes. Muitos ficaram feridos. Oito foram detidos, dentre eles, três brasileiros e cinco estrangeiros.

Relatos

Não bastasse a violência no interior da moradia, os estudantes detidos e feridos, foram ameaçados e intimidados em razão de serem supostamente de esquerda. Um deles foi questionado por estar com uma camiseta do Che Guevara, que na opinião do policial o qualificava de baderneiro.

Outro estudante foi alvo de piada de um policial, que perguntou: e agora, seu namorado vai te tirar daqui? – questionando a opção sexual do estudante. Em ambos os casos eram estrangeiros. Outro, ao se declarar venezuelano sofreu insultos ao ser chamado de ditador. Um equatoriano, ao se declarar estudante de sociologia foi insultado aos gritos pelo policial que berrava: Marxista! Marxista!

Aos estrangeiros, os policiais diziam que seriam enviados embora para seus países e em tom ameaçador diziam que a partir de agora eles estavam conhecendo com quem eles estavam lidando. Seguindo as ameaças, os policiais diziam que se encontrariam a sós com cada um deles.

Uma uruguaia, única mulher detida entre os oito, mesmo já machucada também não foi poupada da violência dentro da delegacia. Tratada à base de empurrões e sendo ameaçada através de gestos que simulavam golpes de socos, ela foi reprimida e em nenhum momento foi abordada por uma policial feminina.

Sobre a violência em Foz

Foz do Iguaçu se destaca como a cidade onde se concentra o maior índice de mortes entre jovens. Em 2009, o índice de morte por homicídio na adolescência era de 9,7 para cada grupo de mil, quase cinco vezes superior ao índice nacional, quando era de 2,03 p/ mil.

Em 2010, o Laboratório de Análise da Violência da UERJ, no Rio, a pedido do governo federal, divulgou lista das cidades com maior número de homicídios envolvendo jovens no Brasil. Novamente, Foz do Iguaçu liderou a lista, com 526 mortes de adolescentes, 11,8 para cada grupo de mil. Esse índice equivale a mais de 3 jovens mortos em relação a segunda colocada, a cidade de Cariacica, no ES, com 8,2 jovens mortos para cada mil.

Embora não haja dados precisos, sabe-se que um percentual significativo dessas mortes atribui-se à disparos de armas de fogo cometidos por policiais militares

O Conselho de Direitos Humanos da ONU sugeriu este mês de maio que a Polícia Militar seja abolida no Brasil. A sugestão faz parte de uma sabatina com 170 recomendações da comunidade internacional acerca da situação dos direitos humanos no país. A idéia foi apresentada pela Dinamarca que acusou a Polícia Militar brasileira de cometer execuções sumárias e violações.

Entre os dias, 20 e 22 de maio deste ano, Foz do Iguaçu sediou o Seminário Estadual da campanha contra a violência e extermínio de jovens. Isso demonstra o esforço da sociedade civil em lidar com este problema, e mais do que isso, revela a vocação de Foz do Iguaçu para o enfrentamento generoso dessa questão que aflige nossa sociedade e especialmente nossos jovens.

Queremos justiça !

Diante da violência empreendida na invasão a uma moradia estudantil pertencente à uma instituição federal por policiais militares; dos sucessivos insultos e ameaças em razão de etnia, opção sexual e preferência ideológica; diante da violação dos direitos à proteção da mulher e do direito à defesa por parte de todos os envolvidos; diante da mentira alegada de que houve flagrante de perturbação à ordem pública, pois não havia equipamentos sonoros que ultrapassassem o limite tolerável de decibéis; diante da ausência de delegado, escrivão e advogado de defesa no procedimento na delegacia, cujos depoimentos foram dados sob tortura psicológica e violência física e diante das graves conseqüências geradas em razão de processo jurídico que sofrerão os estudantes envolvidos no caso, exigimos a punição dos policiais envolvidos na invasão e a anulação de todos os atos que constituem este processo que incriminam nossos companheiros.

Declaramos que nossa luta não se encerra com a anulação desses atos. Embora recém chegados, estamos inseridos neste contexto e dispostos a partilhar nossos sonhos com a comunidade de Foz do Iguaçu. A convivência pacífica e generosa entre os povos é a tradição simbólica que qualifica esta cidade como a principal desta fronteira, que unida pela ponte da Amizade e banhada pela beleza das cataratas constitui uma das regiões mais belas e pacíficas do mundo. Estamos aqui porque fazemos parte de um projeto que visa fortalecer os laços que unem estes povos. Somos os primeiros filhos dessas jovens democracias que começam a florescer na América Latina. Nossos pais nasceram antes dessas democracias e nos ensinaram a abominar a ditadura.

O que aconteceu com os estudantes da “Quebrada do Guevara” foi a reedição de cenas vividas nessas ditaduras, e tendo os policiais agido com os mesmos métodos e os mesmos insultos de décadas atrás, reiteramos nosso repúdio à essa ação criminosa praticada por delinqüentes fardados contra estudantes indefesos.

Sob alegação de flagrante ao descumprimento da lei do silêncio, policiais militares invadiram a moradia estudantil. Tal alegação foi imediatamente desmentida pelos vizinhos que disseram nunca ter ouvido um ruído na moradia e que apenas perceberam o ocorrido devido aos disparos efetuados pelos policiais. Essa informação se confirma quando verificado o equipamento de som usado na ocasião do encontro dos estudantes. Tratava-se de duas caixas de som de computador, ligadas num celular, cujo som tocara no interior da moradia. 

Diante da resistência de que apenas um representante tivesse que acompanhar um grupo de militares em duas viaturas, os policiais disseram que dariam voz de prisão a quem eles escolhessem. A reação pacífica dos estudantes se deu mediante a exigência de que todos fossem à delegacia para a segurança individual e coletiva do grupo.

Dessa forma estabeleceu-se um impasse e os policiais iniciaram uma agressão indiscriminada. Os estudantes foram espancados. A ausência de policial feminina não impediu que mulheres fossem abordadas, e se não bastasse tal violação, a mesma se deu com excessiva violência. Indefesas, meninas foram arrastadas e golpeadas de cassetete. Num ato de delinqüência de um dos policiais, uma jovem foi chutada várias vezes quando se encontrava deitada cercada por estilhaços de vidro da porta que havia sido estourada. Três disparos foram efetuados, causando pânico entre os estudantes. Muitos ficaram feridos. Oito foram detidos, dentre eles, três brasileiros e cinco estrangeiros.

Relatos

Não bastasse a violência no interior da moradia, os estudantes detidos e feridos, foram ameaçados e intimidados em razão de serem supostamente de esquerda. Um deles foi questionado por estar com uma camiseta do Che Guevara, que na opinião do policial o qualificava de baderneiro. 

Outro estudante foi alvo de piada de um policial, que perguntou: e agora, seu namorado vai te tirar daqui? – questionando a opção sexual do estudante. Em ambos os casos eram estrangeiros. Outro, ao se declarar venezuelano sofreu insultos ao ser chamado de ditador. Um equatoriano, ao se declarar estudante de sociologia foi insultado aos gritos pelo policial que berrava: Marxista! Marxista!

Aos estrangeiros, os policiais diziam que seriam enviados embora para seus países e em tom ameaçador diziam que a partir de agora eles estavam conhecendo com quem eles estavam lidando. Seguindo as ameaças, os policiais diziam que se encontrariam a sós com cada um deles.

Uma uruguaia, única mulher detida entre os oito, mesmo já machucada também não foi poupada da violência dentro da delegacia. Tratada à base de empurrões e sendo ameaçada através de gestos que simulavam golpes de socos, ela foi reprimida e em nenhum momento foi abordada por uma policial feminina.

Sobre a violência em Foz

Foz do Iguaçu se destaca como a cidade onde se concentra o maior índice de mortes entre jovens. Em 2009, o índice de morte por homicídio na adolescência era de 9,7 para cada grupo de mil, quase cinco vezes superior ao índice nacional, quando era de 2,03 p/ mil.

Em 2010, o Laboratório de Análise da Violência da UERJ, no Rio, a pedido do governo federal, divulgou lista das cidades com maior número de homicídios envolvendo jovens no Brasil. Novamente, Foz do Iguaçu liderou a lista, com 526 mortes de adolescentes, 11,8 para cada grupo de mil. Esse índice equivale a mais de 3 jovens mortos em relação a segunda colocada, a cidade de Cariacica, no ES, com 8,2 jovens mortos para cada mil. 

Embora não haja dados precisos, sabe-se que um percentual significativo dessas mortes atribui-se à disparos de armas de fogo cometidos por policiais militares

O Conselho de Direitos Humanos da ONU sugeriu este mês de maio que a Polícia Militar seja abolida no Brasil. A sugestão faz parte de uma sabatina com 170 recomendações da comunidade internacional acerca da situação dos direitos humanos no país. A idéia foi apresentada pela Dinamarca que acusou a Polícia Militar brasileira de cometer execuções sumárias e violações.

Entre os dias, 20 e 22 de maio deste ano, Foz do Iguaçu sediou o Seminário Estadual da campanha contra a violência e extermínio de jovens. Isso demonstra o esforço da sociedade civil em lidar com este problema, e mais do que isso, revela a vocação de Foz do Iguaçu para o enfrentamento generoso dessa questão que aflige nossa sociedade e especialmente nossos jovens.

Queremos justiça !

Diante da violência empreendida na invasão a uma moradia estudantil pertencente à uma instituição federal por policiais militares; dos sucessivos insultos e ameaças em razão de etnia, opção sexual e preferência ideológica; diante da violação dos direitos à proteção da mulher e do direito à defesa por parte de todos os envolvidos; diante da mentira alegada de que houve flagrante de perturbação à ordem pública, pois não havia equipamentos sonoros que ultrapassassem o limite tolerável de decibéis; diante da ausência de delegado, escrivão e advogado de defesa no procedimento na delegacia, cujos depoimentos foram dados sob tortura psicológica e violência física e diante das graves conseqüências geradas em razão de processo jurídico que sofrerão os estudantes envolvidos no caso, exigimos a punição dos policiais envolvidos na invasão e a anulação de todos os atos que constituem este processo que incriminam nossos companheiros.

Declaramos que nossa luta não se encerra com a anulação desses atos. Embora recém chegados, estamos inseridos neste contexto e dispostos a partilhar nossos sonhos com a comunidade de Foz do Iguaçu. A convivência pacífica e generosa entre os povos é a tradição simbólica que qualifica esta cidade como a principal desta fronteira, que unida pela ponte da Amizade e banhada pela beleza das cataratas constitui uma das regiões mais belas e pacíficas do mundo. Estamos aqui porque fazemos parte de um projeto que visa fortalecer os laços que unem estes povos. Somos os primeiros filhos dessas jovens democracias que começam a florescer na América Latina. Nossos pais nasceram antes dessas democracias e nos ensinaram a abominar a ditadura.

O que aconteceu com os estudantes da “Quebrada do Guevara” foi a reedição de cenas vividas nessas ditaduras, e tendo os policiais agido com os mesmos métodos e os mesmos insultos de décadas atrás, reiteramos nosso repúdio à essa ação criminosa praticada por delinqüentes fardados contra estudantes indefesos.

*Assinam esta carta representantes dos residentes da moradia estudantil “Quebrada do Guevara””

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5 respostas para Invasão Policial à Moradia de Estudantes da Unila

  1. O ESTUDANTE disse:

    “Eles não perturbam nunca”.
    Quem disse isso foi uma mãe de estudante; é claro que vai defender os barulhentos.
    Será que todos os vizinhos realmente teriam o mesmo depoimento que o dela? Será que não seriam rechaçados, ou coagidos de alguma forma, de modo a não se manifestarem contra os estudantes?
    Se a Polícia estava lá, é porque fora chamada. O que muitos não entendem (e parece que não querem entender) é que vivemos num Estado Democrático de Direito. Não vem fazer bagunça não!!!

  2. Queria entender que democracia é essa que se cita para defender ações truculentas como essa.
    A realidade dos estudantes da UNILA na fronteira é extremamente complicada, a cidade é conservadora e cravada pela ditadura militar, reprime até um espirro. Os Unileiros são tratados como pessoas estranhas, “de outro mundo”, gerou-se um pré-conceito de uma massa de moradores da cidade com esses pertubadores de ordem inexplicavel.
    O relato das vizinhas e dos próprios estudantes deixa claro: não houve excesso de barulho. E mesmo que houvesse, a PM não tinha o direito de agir com tamanha truculencia com homens e mulheres ali presentes.

  3. video interno da portaria.

  4. Saúlo disse:

    E o kiko?

  5. ESTUDANTES DO CAMPUS GUARULHOS-PIMENTAS!

    ABAIXO O ITAQUEIRÃO-CAMBURÃO!
    QUEM NÃO PULA É REITORIA!
    A LUTA CONTINUA!

    Fato 01 – Dia 22 de março de 2012 os ESTUDANTES da UNIFESP CAMPUS GUARULHOS-PIMENTAS aprovaram a GREVE UNIFESP 2012.

    Fato 02 – Também em 2012 os DOCENTES, após construção da paralização de 07 dias e da convocação da ADUNIFESP, aprovaram a GREVE NA UNIFESP 2012.

    Fato 03 – Os TÉCNICOS que fizeram GREVE em 2011 estão discutindo o quadro nacional, se mobilizando e devem definir em assembléia uma posição quanto à greve geral convocada pelo sindicado da categoria.

    Fato 04 – VÁRIAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS articularam o ATO UNIFICADO dia 12 de junho de 2012 – em frente BOLSA DE VALORES/SP.

    Fato 05 – DIA 14 DE JUNHO DE 2012 – 15 horas – convocada a assembléia geral dos estudantes da UNIFESP “II INTERCAMPI” no CAMPUS GUARULHOS-PIMENTAS!

    Fato 06 – Há mais de 30 anos não ocorria uma mobilização nas universidades brasileiras com a intensidade atual, envolvendo DOCENTES, ESTUDANTES E TÉCNICOS.

    Fato 06 – O CAPITALISMO ENFRENTA UMA DAS SUAS MAIORES CRISES e, isto se reflete na SOCIEDADE: VEJAM O AGITO DOS PRÁTICO-UTILITÁRIOS E OUTRAS CORRENTES PRECONCEITUOSAS, MACHISTAS, FUNDAMENTALISTAS, PORCO-CHAUVINISTAS e vai por aí!

    Fato 07 – OS ESTUDANTES, DOCENTES E TÉCNICOS DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS ESTÃO FAZENDO HISTÓRIA. Não fique de fora!

    II INTERCAMPI

    Fazer a assembléia no Campus Guarulhos é de uma importância estratégica fundamental, uma vez que a VIOLÊNCIA contra os ESTUDANTES que estão na FRENTE DA LUTA, seguindo as determinações das assembléias gerais, inclusive da OCUPAÇÃO recente, é a META DOS BUROCRATAS, ESCOLÁSTICOS E ALPHACETES e não é exclusiva em Guarulhos.

    A “CARÍSSIMA BUROCRACIA FRATERNAL” não consegue mais IMPOR O CANTO DA SEREIA DO REUNI, dada a própria PRECARIZAÇÃO, mola propulsora das seguidas aprovações de continuidade da greve e ocupação do Campus Pimentas.

    Diante deste quadro concreto não restam mais alternativa para a BUROCRACIA senão ISOLAR E EM SEGUIDA ELIMINAR OS ESTUDANTES MOBILIZADOS NO COMANDO DE GREVE E OCUPAÇÃO com as mais diversas táticas e jogos: terrorismo academicista, manobras, infiltração de informantes, isolamento, divisionismo, contra-informação – enfim, tentaram de tudo para isolar o MOVIMENTO GREVISTA E DE OCUPAÇÃO – SEM SUCESSO!

    O BARATO É LOUCO E O PROCESSO É LENTO!

    O processo de greve e ocupação desde 2007 em resposta às sucessivas crises na UNIFESP amadureceu o MOVIMENTO ESTUDANTIL e uma a uma destas táticas foram sendo desmontadas.

    TROPA DE CHOQUE NELES!

    Bateu o desespero “eliminacionista”: ENVIARAM A TROPA DE CHOQUE DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO E A POLÍCIA FEDERAL.

    Depois dos processos na JUSTIÇA FEDERAL e o INDICIAMENTO NA POLÍCIA FEDERAL por uma suposta desobediência, restam as MANOBRAS PARA EXPULSÃO DO “MAL” QUE CONTAMINA O CAMPUS DA BUROCRACIA, higienizado logo após a retirada violenta dos estudantes que ocupavam o Campus.

    MORALISTAS OPORTUNISTAS!

    Sim, é desta forma que esta burocracia encara a luta dos ESTUDANTES: A LUTA DO BEM CONTRA O MAL!

    Só que DANÇARAM uma vez que o processo deixou escancarado: NÃO SE TRATA DA LUTA DO BEM CONTRA O MAL. A GREVE NACIONAL DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS FEDERAIS demonstra claramente e, foram DESMASCARADOS!

    PAUTA UNIFICADA!

    Trata-se de uma luta concreta geral e que não deve ser diferente do nosso Campus, baseada no tripé constante na PAUTA APROVADA POR TODOS OS CURSOS – História, História da Arte, Ciências Sociais, Letras, Pedagogia e Filosofia:

    1. FIM DA CRIMINALIZAÇÃO DOS 48 ESTUDANTES DE 2008 E 46 ESTUDANTES DE 2012.
    2. DEMOCRATIZAÇÃO DA ESTRUTURA DE PODER DA UNIFESP.
    3. FIM DA PRECARIZAÇÃO DA UNIFESP.

    ROMPER COM O IMOBILISMO PRÁTICO-UTILITÁRIO!

    Não basta colar cartazes ou ficar repetindo que nem “papagaio”: “A GREVE NÃO É O ÚNICO INSTRUMENTO DE LUTA”.

    Temos de participar e a GREVE DEMONSTROU SER O ÚNICO INSTRUMENTO DE LUTA, CLARO, ALÉM DA OCUPAÇÃO QUE DEU DOR DE CABEÇA E REVELOU O AMAGO DESTES BUROCRATAS OPORTUNISTAS!

    Estudantes, nem sempre fazemos parte da HISTÓRIA (dado o nosso PRATICISMO-UTILITÁRIO) e estamos DIANTE DE UMA EXEMPLAR OPORTUNIDADE DE FAZER HISTÓRIA.

    ESTUDANTE – façam uma reflexão e busque seu JUIZO DE VALOR!

    Precisamos que neste momento DIVISOR DE ÁGUA compareçam o maior número de ESTUDANTES no CAMPUS GUARULHOS-PIMENTAS e a BANDEIRA de luta é clara e contundente:

    -POR UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA, GRATUITA, UNIVERSAL E DE QUALIDADE!

    -ABAIXO A REPRESSÃO ACADEMICISTA-ESCOLÁSTICA-BUROCRÁTICA-ALPHACÉTICA!

    -ABAIXO O ITAQUEIRÃO-CAMBURÃO DA PM E POLÍCIA FEDERAL!

    Até a VITÓRIA.

    COLETIVO “FILOSOFIA DA PRÁXIS”

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