Nota Sobre o Posicionamento Político da PRAE

Diante do posicionamento público da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantes (PRAE), e de seus membros, referente a ação da Polícia Militar no campus Guarulhos, manifestada em nota oficial e subscrita pelo Conselho de Assuntos Estudantis, declaramos apoio a esse posicionamento no sentido de assumir o compromisso político de não criminalização e repressão dos estudantes.
Esse posicionamento atende as perspectivas do movimento estudantil da UNIFESP-GUARULHOS no que tange ao papel de uma Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, e a permanência destas ações fortalece os princípios da democracia e da livre manifestação política dos estudantes. Também entendemos que a Universidade seja um espaço privilegiado de discussão e diversidade de pensamentos e que o diálogo é, de fato, a melhor forma para se resolver os conflitos, e não por meio do uso da força e da violência, como empregado pela Polícia Militar em nosso campus.
Nesse sentido, gostaríamos de manifestar nosso apreço por estes espaços que primam pela educação e a democracia, principalmente quando estamos inseridos em uma estrutura de poder em que a representatividade discente nos é desfavorável. Acreditamos que a luta pela democratização da universidade e da não criminalização dos movimentos sociais é uma luta de quem se encontra dentro e fora da universidade, e assume um papel importante em um contexto mundial de refluxo de lutas e do aprofundamento da criminalização das lutas sociais.
Atenciosamente,
 
Movimento Estudantil da UNIFESP-GUARULHOS
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11 respostas para Nota Sobre o Posicionamento Político da PRAE

  1. ESTUDANTES

    Caso a REITORIA mantenha a mesma postura, fortalecendo a posição do Diretor Acadêmico Marcos Cezar e parte da Congregação de Guarulhos, efetivamente os ESTUDANTES que compõe o COMANDO DE GREVE, eleito em assembléia geral, DEPENDEM APENAS DA MOBILIZAÇÃO ESTUDANTIL contrária a EXPULSÃO DA UNIFESP CAMPUS GUARULHOS. Esta história de ARAPUCAS não é nova, vide USP, UNILAS e outras universidades.

    Contra tudo isto temos pela frente 2 (duas) alternativas contra mais estas punições, sempre ARTICULADAS NA BASE DA CRIMINALIZAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL:

    1. Mobilização dos ESTUDANTES do campus Guarulhos, uma vez que todas as diretrizes foram respaldadas em assembléia geral, inclusive a CONTINUIDADE DA GREVE (5 ASSEMBLÉIAS CONSECUTIVAS POR AMPLA MAIORIA, VOTARAM PELA GREVE); referendo à segunda OCUPAÇÃO (ocasionada por ATAQUES DA DIRETORIA ACADÊMICA E PARTE DA CONGREGAÇÃO) e APROVAÇÃO QUASE POR UNANIMIDADE da segunda OCUPAÇÃO (TAMBÉM MOTIVADA PELOS ATAQUES DA DIRETORIA ACADÊMICA E PARTE DA CONGREGAÇÃO EM ABAIXO ASSINADO, além da ausência do REITOR EM AUDIÊNCIA PÚBLICA, ALTERNATIVA CONTRÁRIA À REUNIÃO DE GABINETES, CONFORME APROVADO EM ASSEMBLÉIA DOS ESTUDANTES).

    2. MOBILIZAÇÃO INTERCAMPI E NACIONAL reação a todas as AGRESSÕES E TENTATIVAS DE CRIMINALIZAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL NO BRASIL (a exemplo dos demais MOVIMENTOS SOCIAIS reprimidos à bala, gás lacrimogênio, choques elétricos, bombas de efeito moral e mortes, tendo como exemplo mais recente o PINHEIRINHO).

    Vale lembrar que o COMANDO DE GREVE a exemplo das filmagens da PM quando AGARROU aplicando uma “CHAVE DE BRAÇO” uma estudantes, demonstrando a forma COVARDE, TRUCULENTA E COM FOME DE DESTRUIÇÃO que a PM age, portanto, nunca foi e nunca será a SOLUÇÃO PARA CONFLITOS, pelo contrário, ficou provado que AGEM NA BASE DA PROVOCAÇÃO, para depois justificar a violência contra os movimentos sociais.

    Pelos estudos posteriores, fica evidente que houve uma armação da Diretoria Acadêmica e alguns DOCENTES DA CONGREGAÇÃO que estavam na Diretoria Acadêmica neste data. A exemplo do VÍDEO DA AÇÃO DA PM, temos outros (vídeos) que DESMENTEM A AFIRMAÇÃO DA DIRETÔRIA ACADÊMICA E ALGUNS DOCENTES de que o CAMPUS ESTAVA SENDO DEPREDADO PELOS ESTUDANTES, MANTENDO TÉCNICOS, DOCENTES E O DIRETOR ACADÊMICO EM “CÁRCERE PRIVADO”.

    Esta acusação é GRAVÍSSIMA – NO ENTANTO – não passa de mais uma armação do Diretor Marcos Cezar, a exemplo da CARTA ENVIADA AOS DEPARTAMENTOS EM 2011, acusando 4 (quatro) ESTUDANTES (Ana Beatriz, Bruno, Juraci e Pedro) de “maus tratos” ao mesmo, sendo desmentido através de vídeo, gravado durante reunião em sua sala de trabalho.

    As falcatruas e armações, a exemplo do dia 14 de junho de 2012, aos poucos estão caindo por terra, demonstrando que para este PEQUENO GRUPO QUE DIRIGE NOSSA UNIVERSIDADE COM MÃO DE FERRO a democracia é apenas uma palavra que repetem ao vento, no entanto, está LONGE DA PRÁTICA destes BUROCRATAS.

    Não tem mais sentido VERBAS PÚBLICAS serem enviadas a BUROCRATAS como estes da UNIFESP, sem que toda uma coletividade faça parte. Defendemos que exista PROPORCIONALIDADE em todos os órgãos da UNIFESP, inclusive com participação da POPULAÇÃO a exemplo de outras instâncias públicas, sendo a única forma de evitar que uma UNIVERSIDADE PÚBLICA SIRVA A INTERESSES PRIVADOS de PEQUENOS GRUPOS DE BUROCRATAS.

    COLETIVO FILOSOFIA DA PRÁXIS

  2. PARIDADE JÁ!!! disse:

    De 54 universidades federais, 37 adotam paridade nas eleições para reitor

    Levantamento realizado pela UnB Agência mostra que quase 70% das IFES dão o mesmo peso a votos de professores, alunos e servidores
    Daniela Gonçalves – Da Secretaria de Comunicação da UnB

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    Das 54 universidades federais brasileiras, 37 delas (68% do total) adotam modelo paritário nas eleições. Segundo levantamento realizado pela UnB Agência, apenas 16 universidades usam o modelo proporcional, onde os votos dos professores têm 70% do peso total, enquanto alunos e servidores têm 15% cada. A Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFSCPA), que ainda não realizou eleições, pretende adotar o modelo universal, onde os votos são contados individualmente, sem diferença entre os segmentos. Veja lista completa ao final da matéria.

    “Acho que a alta adesão das universidades federais ao modelo paritário reflete a legitimação do princípio da autonomia universitária”, avalia o reitor Edward Brasil, que está em seu segundo mandato à frente da da Universidade Federal de Goiânia (UFG). Na maior e mais antiga universidade federal do Brasil, a do Rio de Janeiro, o modelo paritário é adotado desde a redemocratização do país, no final dos anos 80. “O último reitor havia sido imposto pelo ministro da Educação, que escolheu o terceiro da lista tríplice enviada”, afirma o reitor Carlos Antônio Levi. A mudança aconteceu após uma união de forças da universidade contra a intervenção estatal. “Hoje este modelo está consolidado”, diz. Segundo ele, a cada eleição o Conselho Universitário reafirma o consenso da comunidade acadêmica.

    Em Alagoas, a paridade também é antiga, sendo adotada nas eleições dos últimos 25 anos. “Algumas unidades acadêmicas ainda hoje preconizam a proporcionalidade, mas isso não tem grande aceitação do conjunto da universidade”, afirma o reitor da UFAL, Eurico de Barros Lôbo. Na Bahia, o Conselho Universitário adotou a paridade em 1992, segundo a reitora Dora Leal Rosa. Os professores pediam a mudança desde 1984. Hoje, os 38 mil estudantes da UFBA discutem aumentar ainda mais a sua participação no pleito, de 33% para 40% ou mais, por exemplo. “Nas eleições de 2010, parte dos estudantes reivindicava maior peso para o voto estudantil e outra parte falava em voto universal”, lembra.

    Na Universidade Federal Fluminense (UFF), a mudança foi recente. O atual reitor Roberto Salles foi eleito com voto paritário pela primeira vez em 2006. “Houve uma pressão legítima dos estudantes e muitos professores já eram favoráveis. Então foi uma conjunção de vontades”, afirma. “A lei tem que ser mudada para se adequar ao momento atual”, defende.

    MODELO PROPORCIONAL – A UFMG é uma das universidades que segue o modelo proporcional. “Na administração superior, tem sido 70% para professores, 15% para servidores e 15% para alunos. As outras unidades têm autonomia para redistribuir o percentual das duas últimas categorias, mantendo sempre 70% para os professores”, explicou o reitor Clélio Campolina Diniz. Porém, a mudança deve entrar na pauta nos próximos meses, motivada principalmente pelas reivindicaçõs dos funcionários. “A universidade é um espaço democrático, todos podem opinar. Por isso, os percentuais deverão ser rediscutidos durante a minha gestão”, afirmou.

    No Ceará, a fórmula 70-15-15 está consolidada. A universidade federal do estado reforçou essa posição após dois plebiscitos feitos entre os professores, um 1999 e outro em 2003. “O argumento principal é de que se o reitor não tem maioria dos professores não terá liderança acadêmica”, diz o professor Roberto Bezerra, ex-reitor da UFC.

    UNIVERSIDADE MODELO
    Universidade Federal do Rio de Janeiro PARITÁRIO
    Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) PARITÁRIO
    Universidade de Brasília (UnB) PARITÁRIO
    Universidade Federal da Bahia PARITÁRIO
    Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) PARITÁRIO
    Universidade Federal da Paraiba (UFPB) PARITÁRIO
    Universidade Federal de Alagoas (UFAL) PARITÁRIO
    Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL) 70/15/15
    Universidade Federal de Amazonas (UFAM) PARITÁRIO
    Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) 70/15/15
    Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) UNIVERSAL
    Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) 70/15/15
    Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) PARITÁRIO
    Universidade Federal de Lavras (UFLA) PARITÁRIO
    Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) 70/15/15
    Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) 70/15/15
    Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) PARITÁRIO
    Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) PARITÁRIO
    Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) PARITÁRIO
    Universidade Federal de Rondônia (UNIR) 70/15/15
    Universidade Federal de Roraima (UFRR) 70/15/15
    Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) PARITÁRIO
    Universidade Federal de Santa Maria(UFSM) PARITÁRIO
    Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) PARITÁRIO
    Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) PARITÁRIO
    Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) 70/15/15
    Universidade Federal de Sergipe (UFS) PARITÁRIO
    Universidade Federal de Uberlândia (UFU) PARITÁRIO
    Universidade Federal de Viçosa (UFV) PARITÁRIO
    Universidade Federal do ABC (UFABC) 70/15/15
    Universidade Federal do Acre (UFAC) PARITÁRIO
    Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) PARITÁRIO
    Universidade Federal do Ceará (UFC) 70/15/15
    Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) PARITÁRIO
    Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) PARITÁRIO
    Universidade Federal do Goiás (UFG) PARITÁRIO
    Universidade Federal do Maranhão (UFMA) 70/15/15
    Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) PARITÁRIO
    Universidade Federal do Pará (UFPA) PARITÁRIO
    Universidade Federal do Paraná (UFPR) PARITÁRIO
    Universidade Federal do Piauí (UFPI) 70/15/15
    Universidade Federal do Reconcavo da Bahia PARITÁRIO
    Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) PARITÁRIO
    Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) 70/15/15
    Universidade Federal do Semi Árido (UFERSA) 70/15/15
    Universidade Federal do Tocantins (UFT) PARITÁRIO
    Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) 70/15/15
    Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) 70/15/15
    Universidade Federal dos Vale do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) PARITÁRIO
    Universidade Federal Fluminense (UFF) PARITÁRIO
    Universidade Federal Rural da Amazonia (UFRA) PARITÁRIO
    Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) PARITÁRIO
    Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRRJ) PARITÁRIO
    Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) PARITÁRIO

    Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

    http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=6645

  3. Anônimos,

    Em que mundo vocês vivem?

    Se a UNIFESP cumprir o prometido (ver vídeo da primeira e segunda negociação), restará ainda:

    1. Estender estas conquistas à população de Guarulhos, nos pontos como transporte público, creche e restaurante popular.

    2. Reestruturação das instâncias de poder, avançando para a proposta de proporcionalidade.

    3. Fim da CRIMINALIZAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL.

    Agora, vocês são dose e se beneficiam do anonimato. Vossas “vidinhas” deve ser um saco de maldade e oportunismo. Vão lutar por alguma coisa!

    Afinal, se utilizar apenas da internet anonimamente, navegando nos trabalhos dos estudantes que estiveram nas assembleias, aprovando a pauta, greves consecutivas e ainda a última ocupação, único caminho que aponta por uma universidade pública, gratuita, universal e de boa qualidade, videm a GREVE NACIONAL.

    Por último: o anonimato é a maior prova desta estagnação PRÁTICO-UTILITÁRIA e tem explicação patológica.

    COLETIVO FILOSOFIA DA PRÁXIS

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