Calendário de greve (Nacional)

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6 respostas para Calendário de greve (Nacional)

  1. Memória do Blog - Muitos saberão das Merdas que fizeram. disse:

    Um colega Desanimado, porém, de mente aberta, escreveu isso:

    Assembleia geral para o quê mesmo? Para votar pelo fim da greve? Mas agora os professores estão de greve, não adianta nada. Outras federais estão de greve e a negociação nacional, obviamente, não tem a menor participação dos alunos de Guarulhos. Ou seja, voltar as aulas não depende sequer da Unifesp. As aulas só terão a menor chance de voltar quando acabar a greve nacional primeiro, depois a dos professores e só depois a dos alunos. Que barganha esse pessoal tem com relação às negociações com o reitor? Negociar o quê? Não é melhor trabalhar junto ou deixar a reitoria trabalhar e parar de ficar ocupando o tempo deles? Pois as negociações com o reitor são mera formalidade de comunicação: “olha, fizemos isso, vocês aceitam?”. “Sim, mas vamos continuar de greve”. Reitor pensa: “foda-se a sua greve, a greve é nacional e mesmo assim eu faço o que quero, idiotas”.

    Conseguimos a ponte Orca? Ótimo, mas ela será aberta a toda a população que vai de Itaquera ao Pimentas. Se for nos moldes da que existia no Tamanduateí e Vila Madalena, as filas dobrarão a esquina seis vezes, porque todo mundo vai achar melhor descer no Pimentas e seguir a pé. O pessoal que já foi na USP sabe como era pra ir à estação Cidade Universitária. Já existe uma linha de ônibus que sai de Itaquera e vai até a metade do caminho (Linha 319 – Guarulhos (Vila Any)-São Paulo (Metrô Itaquera) via Guarulhos bairro dos Pimentas). Sempre lotadaça!

    A ponte Orca vai ser só para os estudantes? Não aceito pensar que estudantes tenham mais direitos que trabalhadores, que além de estarem estudando por uma vida particular melhor, ainda têm direito a viajar de graça e com mais conforto do que aquele que paga. Alguém percebe a contradição que é o próprio fretado? A humilhação (ainda que pouco consciente) das pessoas que vêem o fretado lindo e belo sair de graça pra Unifesp enquanto os moradores do bairro precisam desembolsar R$ 3,40 todo santo dia?… E alunos que reclamam do fretado, e reclamarão da ponte da Orca, e reclamarão até de limusine, se colocarem uma para servi-los.

    Por que isso é luta social digna? Por que a luta social que ocorre diariamente dentro do sistema econômico convencional, de gente que trabalha e paga a condução, é menos válida do que dentro das universidades? Ambas devem existir, mas cada uma com a mesma importância e tratamento. O que eu sei é que não haverá vestibular para Unifesp-Guarulhos em 2013 e aquele esforçado filho de pobre que quer sair do ensino médio e ir direto para a universidade pública terá que esperar mais um ano. Vai ter que ficar em casa estudando sozinho porque não poderá pagar cursinho. Os prejudicados da Unifesp são multiplicados por 2. Nas outras federais, sabiamente fizeram greve muito próximo das férias. Se voltarem em setembro, pouco ou nada terão perdido em conteúdo.

    Fico pensando… quem estuda na USP e mora nos super-condomínios de Arujá também atravessa a cidade inteira pra estudar lá. E eu sei que tem muitos nessas condições. Além disso, Alphaville, Santana do Parnaíba, São Caetano do Sul, Palmas do Tremembé, tudo quanto é bairro de rico distante tem gente estudando lá. Por que não fazem greve por causa da mesmíssa condução? É longe do mesmo jeito. Tem pouco transporte do mesmo jeito.

    Será porque na Unifesp não tem Nike Outlet em volta? Porque o bairro é meio parecido com a Rocinha? Por que tem um pouquinho de barro no pé? O diálogo do grevista é “não queremos estudar numa universidade que pareça de pobre”.

    Ah, você é pobre, mora no Itaim e estuda na Unifesp? Talvez agora você entende porque às vezes te excluem, sem perceber…

    Merda.

  2. Twittaço??? disse:

    Twittaço #NEGOCIAJA

    Me parece uma “luta” paralela pela Internet. Esta o Juraci e seus lacaios não criticam.

    • Homo Virtualis disse:

      Acho que não criticam porque envolve mais de 5 pessoas e é uma extensão do que acontece no mundo real.

  3. Publiuszum disse:

    Caros, o conhecimento, [e seu método de sofisticação e aprimoramento] requer mil enchaves para se estruturar; A luta por uma educação digna, e de qualidade, vai além dos moldes de estrtura física da unifesp, vai além das corrupções de compra e venda de provas, editoração, vínculos de informação e conhecimento, vai muito além dos tributos financeiros dos alunos ou dos trabalhadores envolvidos no acervo público, social e político. O fato da assoberbação dos estudantes, é claro, um motivo de discórdia, porém quem viveu sabe o quão dificil é você estudar num onibus lotado. Estudar depois de uma longa jornada através de um percusso exaustivo, uma viagem de trânsito e barulho exaustante. O pimentas itaquera´, é um aprimoramento para os estudantes, um conforto e um luxo, que ajuda a estabelecer a eficiência do estudo, e consequentemente da produção cientìfica. Essa se vier a ter no futuro, de uma forma democrática, com acesso gratuito e de boa qualidade, inteligevel para todos os cidadãos
    .
    Outra coisa é essa infame conduta que alguns vem tendo, é lamentavel, pois a verdade é quem quer vai atrás. Os professores são bons na unifesp, mas seriam melhores se os alunos estudassem de forma plena e fossem atrás, alem dos muros da faculdade. Alguns vem dizendo que trabalham; o estudo é tambem trabalho, trabalho intelectual, e esse é bem diferente do trabalho manual, do trabalho burocrático e do trabalho administrativo. O trabalho do intelecto requer total dedicação e atenção, é so ter o exemplo dos pouquissimos intelectuais brasileiros e de como se formaram em suas carreiras. O empenho necessário para o estudo, para assimilar, transmitir, desenvolver e desempenhar o papel do intelecto é bem mais exaustivo do que um trabalho comum, é mais empenhoso, em algo que, justamente, o ser humano, não tem usado muito: a mentalidade, as inteligências, todas elas. Exaustivo porque requer muito mais das capacidades mentais, as inteligências que fogem o comum; O ÓBIVIO é que: QUANDO O ESTUDO É EXECUTADO EM PLENA EFICIÊNCIA, FEITO POR BOA EQUIPE, concebe-se de forma fenomenal, através de diciplina em empenho, provavelmente poderá ser usado por toda uma comunidade cientifica academica.

    O seguinto termo, é exatamente aquilo porque temos que lutar: O estudante, empenhado com os estudos, deve sim TER alguns BENEFICIOS em relação ao desenvolvimento da comunidade cientifica, seja de pesquisa, de professorado, ou de qualquer outra qualidade que se encaixe na transmissão e aprimoramento do conhecimento. Pois o conhecimento é a razão chave para uma sociedade justa e igualitária. É DIGNO sim, o termo ESTUDANTE. E eu tenho muito orgulho de ter a oportunidade de estudar todos os dias, de me dedicar a alguma coisa em que acredito piamente, que é a disciplina, o estudo, o conhecimento adiquirido. Os estudante grevistas estão “lutando” por melhores condições, por reconhecimento. Tem-se as falhas, mas isso ninguem deixa de ter, somos humanos, erramos, sempre, porém aprendemos, e isso é o mais importante, aprender.

    Bom, declaro aqui algumas idéias, com todo respeito as boas ideias contrarias. Só penso o seguinte, é preciso articular um estudo remunerado sim, para enfatizar a produção cientica, as bolsas de inciação e de pesquisa. E é preciso sim ter empenho nos estudos.
    Em defesa de alguns alunos, independentemente de se trabalham ou não, pois nesse argumento existe equivoco grave, pois se o aluno não trabalha, e se dedica, com certeza esta se eximindo de algum beneficio do mercado em prol de algum termo politico de sua ciÊncia, e por si só isso ja não é plausivel de julgamento, principalmente por que as pessoas tem liberdade, e o feriado de segunda existe para nos lembrar disso, a liberdade constitucional, o poder de voce escolher a ação tomar em frente as possibilidades do mundo social. E isso tambem é DIGNO por que lutar por aquilo que acredita é ótimo, é estar em prol a comunidade que faz parte, a comunidade academica, isso é ótimo.

    Bom, eu aqui faço um argumento de defesa aos estudante e tambem faço um argumento de defesa aos trabalhadores, que requerem um melhor meio de transporte, um meio mais justo de viver, menos deigualdade social e mais justiça social, porem sabemos que o mundo nunca foi lugar cordial, que as coisas no Brasil vem acontecendo de baixo dos panos, e há muita corrupção por aí acontecendo e estamos todos a merce de um sistema injusto. Os trabalhadores estão tambêm em uma luta por melhores condições de vida, muitas vezes essa luta nem é visivel, mas se for se aprofundar um pouco no esquema cotidiano do equilibrio logístico social você percebe como as coisas funcionam, os trabalhadores no Brasil, em são paulo tambem tem muitas dificuldades e o caminho para supera-lás é o desenvolvimento pleno do sistema educacional, entre outros aspectos e caminhos. A luta que estamos travando, mesmo em contrapeso à alguns luxos que temos ou possamos vir a ter, coincide com o esquemão que vemos diariamente no decorrer mundano social.
    O mundo, e a problematica social do animal politco humano é avassalador, pois coopta e coordena as pessoas para determinancias de doutrinas dos grupos sociais. Os trabalhadores merecem todo respeito, mas os estudantes não estão atrás, somo grupos sociais diferentes, com necessidades diferentes, com ambições diferentes, e a nossa luta é para igualar certos direitos sim! Porém com consciÊncia de nossas limitações e dificuldades, com prudência e com discernimento do que somos e do que precisamos ter. Quando eu penso: “eu tento adivinhar o que voce mais precisa, levanta uma goma ou comprar uns panos ou advogado pra tira uns mano” é logo isso que me vem a mente a necessidade diferente para os grupos sociais diferentes. Quando voce é um trabalhador que estuda, é exatamente por vocÊ que temos essa luta, pois é preciso que seu estudo seja reconhecido sim, como parte do desenvolvimento social politico cientifico academico e se possivel remunerado.

    Desabafo a parte, o estudante não é indigno mais ou menos do que o trabalhador nem a luta por igualdade na educação, por uma educação de qualidade, quando esse trabalhador, tem que deixar os estudos, nas mãos da precaridade do governo, nas mãos da corrupção do sistema. Temos que trabalhar, temos que estudar e temos que ter condições de igualdade, de classa, de raça, de opções. Mas não vem com essa idéia de que temos que nos igualar nos degladiando. Que temos que ser julgados como marginais, bandidos, bardeneiros por lutar por sistemas ideais. Temos que nos mobilizar da melhor maneira possivel, temos que convergir nossas ideias e nossos valores com as necessidades do mundo.

    “o sociologo pretende que a virtude torne-se necessidade social, e o politico pretende que a necessidade social se torne-se virtude.”

  4. Leandro disse:

    Onde será o local dessas atividades?

  5. Marisete disse:

    se queres ser um bom cientista…o ônibus com toda a certeza não é o lugar para se estudar…se andas estudando no ônibus faz o que todo brasileiro faz…estuda para a prova..na última hora…Segundo um grande professor da pós da USP , físico, matemático e programador de computadores….que tinha família pra sustentar e estudava à noite…o correto é chegar da aula e estudar por mais uma hora…aí sim vc. vai escrever algo no seu cérebro..registrar…aprender de fato….e era o que ele fazia sabendo que tinha que estar na escola as 7:00 da manhã.

    enfim, eu estudo, trabalho, cuido da minha família, meu coeficiente de aproveitamento é maior do que alguns andam declarando…durmo pouco, sou taxada de CDF…ganho pouco…não dependo de bolsa família, auxílio alguma coisa, pensão, pais, restaurante popular, creche, DEPENDO DE MIM…e outros dependem também…eu não luto eu vivo diariamente…para ser uma estudante de qualidade, independente de estrutura escolar ou professor…mas não vivo apenas por mim…vivo pelos meus..que não possuem garantias..até pq nessa vida não existem garantias para nada…. sou responsável por eles e não o governo…

    vivo para tentar levar alguma coisa boa para os meus alunos…mas essa vida está em risco pois preciso entregar meu histórico de conclusão do 1º semestre e atestado de rematricula no 2º 2012 para continuar lecionando e mantendo meus filhos e também impedindo que um professor qualquer lecione ‘piadas’ para 300 alunos…então não venham falar de luta…e muito menos de coletivo…

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