Tribunal Popular da Ditadura no XXXI ENEH – UNIFESP

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6 respostas para Tribunal Popular da Ditadura no XXXI ENEH – UNIFESP

  1. O Outro Lado disse:

    O OUTRO LADO

    General-de-Exército Rômulo Bini Pereira
    Ex-chefe do Estado-Maior da Defesa

    Com a instauração da Comissão da Verdade, o ciclo de beligerância e de turbulência política do passado recente voltou a ser tema discutido em nosso país. Um tema sensível que estará presente em debates e artigos nos próximos dois anos, tempo de vigência dos trabalhos da Comissão. Neste período os principais fraseados das esquerdas brasileiras estarão em evidência sempre acompanhados de emoção e contestações. Agora é possível acrescentar no debate a Lei da Anistia, já chamada de Lei Injusta, primeiro passo para a sua revogação.
    Esquecem estes críticos que foi essa Lei que permitiu os quase 33 anos de relativa paz no processo de crescimento democrático do país. Sem ela o período seria controverso e perturbador.

    Nesta Comissão as Forças Armadas serão o foco principal. Disciplinadas como são, estarão em silêncio e sem poder político para interferir nos processos que serão abertos. O seu desgaste será evidente, um objetivo permanente de segmentos minoritários e sectários da esquerda brasileira.

    Surge, agora, em artigo publicado neste jornal, de autoria do frade dominicano Libânio Christo, uma nova designação para a Comissão da Verdade. O novo nome seria Comissão da Vaidade, uma alusão à posição adotada por um dos juristas que integra a Comissão, considerada vaidosa pelo frade. O jurista teria se posicionado, em Corte Internacional, contra interesses de familiares de vítimas na Guerrilha do Araguaia. Em seu artigo o autor questiona se o jurista teria condições de atuar com imparcialidade. Quanto a esta dúvida é surpreendente a posição do frade. Ele considera o jurista parcial, pois o mesmo foi contrário ao posicionamento dos citados familiares. Então sejamos claros, os sete indicados serão imparciais quando analisarem um só lado, de preferência o lado do frade Libânio. Se analisarem o “outro lado” serão parciais. É de se perguntar quem seria o vaidoso? O jurista ou o frade?

    Como deverão se sentir os juristas indicados, com base no seu “notável saber”, diante deste patrulhamento ideológico? Como se sentirão ferindo o principio básico do Direito, o contraditório? Haverá vistas do processo às partes?

    Meu professor de História Geral, um saudoso frei franciscano, ensinava que a “História tem sempre dois lados”. O “outro lado” também tem inúmeras perguntas não respondidas e nem esclarecidas. Também choramos os nossos mortos, porque tivemos mais de uma centena deles e quase um milhar de feridos, muitos inocentes e que nada tinham com os confrontos. Assassinatos a sangue frio, a pauladas, a coronhadas e até esquartejamento houve. São famílias enlutadas que em sua totalidade não receberam qualquer apoio indenizatório. Não existia naquela época nenhum tipo de benesse, tal como a atual “Bolsa Ditadura”. Atentados e sequestros com mortes. Sequestro é tortura infame. Enumerar outros fatos a esclarecer ultrapassaria nosso espaço jornalístico. Entretanto gostaríamos que uma pergunta, talvez a mais importante , fosse respondida: Que Democracia lutavam para resgatar?

    O ideário das organizações terroristas e os depoimentos atuais e insuspeitos de ex-integrantes das mesmas, comprovam que o objetivo maior, caso vencessem, seria a implantação de uma “ditadura do proletariado” e não uma democracia como assegura frade Libânio.

    Dependendo da organização, seria uma ditadura soviética, maoísta, albanesa ou cubana. Para mim, sem receio de errar, a cubana e o seu famigerado “paredon”. Por sinal, os covardes justiciamentos em nosso país, por ordens de tribunais relâmpagos, comprovam a escolha. Caso vingassem tais doutrinas, não poderíamos, hoje, escrever livremente neste jornal. Eu, com absoluta certeza. Pela sua simpatia ao regime cubano, o frade Libânio escreveria no jornal do partido único. À semelhança de Cuba, aqui haveria um só lado. Não existiria o “outro lado”.

    Não tenho profundos conhecimentos da mitologia grega e nem das literaturas portuguesa e espanhola para citações brilhantes como as do frade Libânio. Todavia, fruto da formação franciscana que recebi, encerro com uma citação bíblica, que creio ser válida para o momento pelo qual passamos: “Não julgueis para não serdes julgado. Pois com o julgamento com que julgais sereis julgado, e com a medida com que medis sereis medido.” (Mt 7:1).

  2. O Outro Lado disse:

    Lei do silêncio
    Domingo, 12 de Maio de 2012, 03h06
    Romulo Bini Pereira
    Em 1979, após muitos debates em amplos segmentos de nossa sociedade, a Lei da Anistia foi aprovada e promulgada no País. Ela veio pôr um ponto final no ciclo de beligerância que se instalou na vida brasileira e criou um pacto de reciprocidade para a reconstrução democrática no Brasil.

    Nestes anos de sua vigência, as Forças Armadas cumpriram um papel impecável. Voltaram-se para suas missões constitucionais, sem a mínima interferência no processo político que aqui se desenvolvia. Mantiveram-se em silêncio, acompanhando os fatos políticos, alguns bastante perturbadores, sem nenhuma atitude que pudesse ser analisada como intervenção no processo democrático.

    Adotaram uma verdadeira lei do silêncio. Um ajuste entre seus chefes, em busca da concórdia e do entendimento.

    No corrente ano, entretanto, dois fatos vieram de encontro à atitude das Forças Armadas. O primeiro foi a criação da Comissão da Verdade. De modo unânime, militares da ativa e da reserva consideraram tal comissão um passo efetivo para atos de revanchismo. Os seus defensores – alguns deles membros da alta esfera governamental e do Poder Judiciário – já falam em rever a Lei da Anistia, mesmo após o Supremo Tribunal Federal ter confirmado a sua validade.

    No escopo de se obter a verdade, essa comissão, para ser imparcial, deveria estudar e analisar não só o ideário político-ideológico, mas também os métodos de atuação de quem optou pela luta armada em todo o mundo. Que pesquise os manuais das organizações internacionais para constatar a semelhança dos objetivos e métodos das inúmeras e variadas organizações nacionais, inclusive o Manual do Guerrilheiro Urbano, de Carlos Marighella, a cartilha do terrorismo brasileiro. Os diversos delitos cometidos – assassinatos, atentados, roubos e sequestros – também tiveram, tal como as citadas internacionais, um objetivo único, ou seja, a “derrubada do governo central e a instauração de uma ditadura do proletariado”, e não uma democracia, como apregoam seus defensores. Com tal comissão só existirá uma verdade unilateral.

    O segundo fato se refere aos incidentes ocorridos na sede do Clube Militar, no Rio de Janeiro, tão chocantes e tão esclarecedores para todos os militares. Chocantes porque velhos soldados, ilustres chefes, instrutores, professores e outros de carreira e vida exemplares foram insultados e agredidos por uma turba de radicais com atitudes e impropérios usados pelos grupos extremistas das décadas de 60 e 70. E esclarecedores porquanto demonstraram que o ódio ideológico e o fanatismo estão novamente presentes em nosso país. Tanto que disse um dos seus líderes: “Somos marxistas radicais”. Seu ideário, seus métodos de atuação e seus ídolos são os mesmos das organizações extremistas do passado. Fazem uso até mesmo de ações de intimidação radicais, como o “escracho”, de modo idêntico aos trotskistas e aos nazistas nas décadas de 20 e 30. Segundo seus integrantes, suas ações visam a defender a “honra” do nosso país perante a comunidade internacional. Definitivamente, não são aptos para tal defesa. A continuar dessa forma, a citada turba poderá vir a ser um celeiro para novos Araguaias.

    Esses dois fatos atingiram frontalmente os objetivos da Lei da Anistia. A concórdia e o entendimento foram atitudes adotadas somente pelas Forças Armadas. Em oposição, um segmento sectário e minoritário demonstrou intransigência e intolerância totalitária para com os militares.

    Eles não assumiram seus atos e erros. Talvez para criar uma nova História, na qual seus integrantes sejam os grandes heróis. Talvez para justificar as ações de seus líderes no emprego de jovens em aventuras quixotescas de tomada do poder pela via armada, ou, então, a legitimação das 20 mil indenizações pagas por seus ideais revolucionários.

    Não será possível mais aceitar que os “anos de chumbo”, expressão de origem italiana tão decantada por esses segmentos minoritários, sejam debitados somente aos atos das nossas Forças Armadas. Na Itália não houve anistia e terroristas estiveram presos por muitos anos. O caso Cesare Battisti, de rumorosa repercussão mundial, exemplifica o desiderato do governo italiano em punir os que optaram pela luta armada. As organizações extremistas brasileiras estavam sossegadas na selva do Araguaia ou nos aparelhos urbanos, algumas nos conventos dominicanos. E assistiram a tudo pacificamente, com uma única exceção: as vítimas de sua autoria, algumas assassinadas barbaramente e outras justiçadas covardemente. Que regime teria sido imposto ao nosso país caso vingasse o ideário radical dessa minoria?

    Neste contexto, a palavra dos chefes militares está se fazendo necessária e será um contraponto a possíveis atitudes e ações deletérias, como as agressões no Clube Militar. O que nós, militares, defendemos não é indisciplina ou qualquer conluio, nem quebra dos princípios democráticos. Uma palavra que não signifique um “mea culpa” ou um pedido de perdão. Estivemos, no período da guerra fria, em combate bipolarizado, no qual os extremistas foram banidos em todo o mundo em razão de seu objetivo totalitário e único: a ditadura do proletariado. Correremos riscos, mas eles são inerentes ao processo democrático e à nossa profissão.

    Não se admite mais este silêncio reinante. Nas redes virtuais, pela simples leitura de manifestos e artigos oriundos da reserva de nossas Forças Singulares se percebe que estamos num ponto crítico. A nossa autoestima está em visível declínio, agravada por outros fatores, entre eles os baixos salários de nossos subordinados. Dissensões poderão surgir, pois a reserva expressa em muito o pensamento dos soldados da ativa. Possíveis perturbações ou rupturas em nossas Forças trarão repercussões indesejáveis para o nosso país. Não é possível mais calar. A lei do silêncio deve ser quebrada!

    GENERAL DE EXÉRCITO, FOI CHEFE DO ESTADO-MAIOR DA DEFESA

  3. spirituarise disse:

    Apesar de ser um estadista também de esquerda e vociferar muitas besteiras sobre privatizações, admito, O Bolsonaro ARREBENTOU Nesse discurso!

  4. Alex disse:

    Manda outra
    ..

  5. Alex disse:

    MACHISTAS!FASCISTAS!
    NÃO PASSARÃO!!

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