Proposta de saída do campus Pimentas é enviada à Congregação da EFLCH

A Coordenação do curso de História encaminhou pedido à Congregação do Campus, solicitando que se fomente as discussões entre os departamentos de cursos, na forma de um colóquio, a partir do próximo mês, como uma medida “indispensável para que comecemos a ultrapassar a presente crise do campus”, e que o objeto dessas discussões sobre a saída do Campus do bairro Pimentas, seja levado ao Conselho Universitário (CONSU).

O pedido foi enviado na tarde de quinta-feira, 19/07, ao presidente da Congregação e diretor acadêmico do Campus, Marcos Cezar e demais membros, solicitando os devidos encaminhamentos da proposta por parte da Congregação, cujo tema tem sido fruto de discussões e inquietações manifestadas nas assembleias docentes.

Na carta, a coordenação do curso de História enfatiza claramente a decisão e o posicionamento de saída do campus da EFLCH do Pimentas: “Acredito firmemente, porém, que muitos não compartilham essa visão [de superação da crise] e gostariam de ver discutida com seriedade, franqueza e desassombro, a possibilidade de que os departamentos que hoje compõem o campus tenham melhores condições para o desenvolvimento de seu projeto acadêmico em outro espaço, onde a acessibilidade fosse mais fácil para os estudantes das várias partes da grande São Paulo e das regiões adjacentes, de onde provém a maior parte dos nossos estudantes.”

O documento ainda faz menção de que esta discussão já está muito avançada em outros departamentos da EFLCH, e também “crescente em círculos importantes da nossa universidade”.

O documento original está disponível no link a seguir: SOLICITAÇÂO URGENTE

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121 respostas para Proposta de saída do campus Pimentas é enviada à Congregação da EFLCH

  1. Pela saída do campus 2 disse:

    Só quero voltar a ter aulas… é pedir muito isso? Ou só voltaremos quando o Jurabobo quiser? Eu que o diga que estou cansado!

  2. DEMOCRACIA NA UNIFESP: REFLEXÕES SOBRE A PROPOSTA DO DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA

    Na última reunião da Congreção, fizemos a proposta como PONTO DE PAUTA:

    1. Discussão sobre a REPRESSÃO E CRIMINALIZAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL
    2. DEMOCRATIZAÇÃO DA ESTRUTURA DE PODER NA UNIFESP.

    Ambos os pontos são de fundamental importância, uma vez que TODAS AS CONQUISTAS decorrentes da GREVE GERAL 2012, caso sejam efetivamente cumpridas pela UNIFESP e MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO – serão decorrentes desta mobilização que dura mais de 100 (cem) dias.

    No entanto, via FACTÓIDES, sejam individuais ou coletivos, VÁRIOS DOCENTES TENTARAM INCRIMINAR O MOVIMENTO ESTUDANTIL e, parte deles, são MEMBROS DESTA DA CONCREGAÇÃO do Campus Guarulhos, representando a maioria dos VOTOS PARA QUALQUER DELIBERAÇÃO.

    Esta proposta do Departamento de História, sem entrar no mérito, certamente vem ao encontro de muitos DOCENTES que assinaram manifestos defendendo a POLÍCIA MILITAR NO CAMPUS GUARULHOS, inclusive quando do episódo do envio de CARTA À FOLHA DE SÃO PAULO.

    Muito provavelmente estes mesmos DOCENTES QUE HOJE SÃO MAIORIA NA CONGREGAÇÃO, serão contrários a qualquer proposta de DEMOCRATIZAÇÃO DA CONGREGAÇÃO, uma vez que deram respaldo à DIRETORIA ACADÊMICA desde 2007, portanto, são tão responsáveis quanto o diretor acadêmico pela PRECARIZAÇÃO DO CAMPUS GUARULHOS.

    Pretender MUDAR O CAMPUS GUARULHOS, seja qual for o argumento – parece anteceder a discussão sobre REPRESSÃO E CRIMINALIZAÇÃO DE ESTUDANTES (e porque não: presença da PM no Campus), além da DEMOCRATIZAÇÃO DA ESTRUTURA DE PODER NA UNIFESP.

    Os dois assuntos já fazem parte da HISTÓRIA do movimento estudantil, portanto, seria um debate extremamente oportuno e que deveria anteceder qualquer proposta, principalmente quanto ao local do Campus.

    Saindo desta questão mais politica e entrando na pauta material é público e notório os informes atuais sobre DESAPROPRIAÇÕES DE TERRENOS PRÓXIMOS DO CAMPUS PIMENTAS (UTILIDADE PÚBLICA), visando MORADIA ESTUDANTIL, LOCAÇÕES PROVISÓRIAS até a construção do PRÉDIO DEFINITIVO, ações diversas para agilizar o processo de LICITAÇÃO, refeitórios e convênios (até implantação de proposta de auto-gestão), soluções para a ÁREA DE TRANSPORTE, entre outras questões integrante da PAUTA DE REIVINDICAÇÕES em NEGOCIAÇÃO COM REITORIA.

    Portanto, discutir esta proposta desta forma, poderia ser interpretado como ENTERRAR TODAS AS CONQUISTAS DOS ESTUDANTES NO CAMPUS PIMENTAS, principalmente desarticulando as ações políticas decorrentes dos mais de 100 (cem) dias de greve, ocupações e enfrentamento de toda modalidade de violencia, numa simples mundaça GEOGRÁFICA DO CAMPUS.

    Tudo indica: esta proposta aponta muito mais para um ENFRAQUECIMENTO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL e coloca numa encruzilhada um acumulo de lutas desde 2007 por uma UNIVERSIDADE PÚBLICA, GRATUITA, UNIVERSAL E DE BOA QUALIDADE.

    Finalizando:

    1. QUANTO CUSTA UMA MORADIA EM OUTRAS REGIÕES DE SÃO PAULO?
    2. PORQUE ELITIZAR A UNIVERSIDADE, SAINDO DE UM BAIRRO PERIFÉRICO?
    3. O QUE SIGNIFICA LEVAR TODA UMA HISTÓRIA DE LUTAS PARA OUTRO ESPAÇO GEOGRÁFICO?

    Tem mais questões. Vamos pro debate FRANCO E ABERTO!

    • me sinto violentado com esses docentes!!! disse:

      Ana Nemi: “A polícia foi chamada porque esses alunos não respeitam a democracia, a diversidade”

      publicado em 17 de junho de 2012 às 23:29

      por Ana Nemi, sugerido por Maria Fernanda Lombardi Fernandes (Ciências Sociais/Unifesp) nos comentários

      Gostaria de me manifestar sobre os episódios recentes no campus Guarulhos, onde funciona a Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da UNIFESP.

      Ao contrário do que vem sendo veiculado, o que os alunos faziam ali não era ato político pacífico, eles estavam cassando o direito de ir e vir dos professores e funcionários que eles acuaram na Diretoria Acadêmica gritando “invasão”, “invasão”.

      O que a polícia fez foi retirar os alunos de lá para que os professores e funcionários ali acuados pudessem retornar do trabalho para suas casas. Quando a polícia chegou eles já haviam vandalizado o prédio quebrando vidros e pichando as paredes que estavam sendo recuperadas dos atos de vandalismos cometidos por eles durante os dias em que ocuparam o campus na semana anterior.

      Sendo assim, gostaria de afirmar que também fiz movimento estudantil, também defendi a democracia no exato início dos anos 80 quando, em meio ao apagar das luzes da ditadura e o retorno dos exilados, lembrávamos que Edson Luís morreu para que pudéssemos falar e não para que estudantes das décadas seguintes impedissem colegas, professores e funcionários de uma instituição pública de se manifestarem e de darem aulas.

      A polícia não foi chamada para impedir movimento político pacífico, ela foi chamada porque alguns alunos acuaram pessoas da comunidade acadêmica e optaram por tratar questões universitárias, por mais complexas e controversas que sejam, por meio da violência. Exatamente ao contrário do que vem sendo divulgado. A polícia foi chamada, repito, porque esses alunos não respeitam a democracia, a diversidade intelectual, cultural, social e política.

      E que não se afirme que o que ocorreu na EFLCH/UNIFESP é precedente para que a polícia ocupe espaços universitários ou que estaríamos importando tecnologia da USP, conforme poucos colegas apressados e desinformados disseram. Estamos lidando com a exceção e, em nome dos princípios democráticos que a exceção pretende suspender, não permitiremos que se torne regra. Assim, não estou advogando a presença da polícia no campus e nem considero aceitável ver alunos feridos ou enfrentando policiais armados.

      Mas é bom lembrar que foram os alunos que precisaram chamar a polícia há algumas semanas para que um colega deles que defendia outras ideias saísse escoltado do campus em função das agressões que sofria, exatamente do mesmo grupo de grevistas que acuou parte da comunidade acadêmica na quinta-feira, 14 de junho. O recurso à exceção, portanto, tem partido dos alunos devido às atitudes autoritárias do grupo de alunos minoritário que vem sequestrando o espaço público de debates que vínhamos construindo na EFLCH, infelizmente…

      Quero, no entanto, e para finalizar, resistir ao uso político e partidário que vem sendo feito dos problemas decorrentes da construção de um campus de universidade pública. Evidentemente não somos favoráveis ao uso da força como argumento político, por isso repudiamos o grupo de alunos que vem nos acuando violentamente e tentando sequestrar o espaço do campus em favor das pautas eleitorais dos seus pequenos partidos, assim como repudiamos a imprensa que os acolhe sem ouvir aos professores que eles perseguem e caluniam.

      Ana Nemi é professora de História/Unifesp. Texto feito em colaboração com:

      Rita Paiva (Filosofia/UNIFESP)
      Maria Fernanda Lombardi (Ciências Sociais/UNIFESP)
      André Medina Carone (Filosofia/UNIFESP)
      Maria Luiza Ferreira de Oliveira (História/UNIFESP)
      Plínio Junqueira Smith (Filosofia/UNIFESP)
      Bruno Konder Comparato (Ciências Sociais/UNIFESP)
      Rafael Ruiz (História/UNIFESP)
      Mirhiane Mendes de Abreu (Letras/UNIFESP)
      Ligia Ferreira (Letras/UNIFESP)
      Wilma Peres Costa (História/UNIFESP)
      Gabriela Nunes Ferreira (Ciências Sociais)

      http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/ana-nemi-a-policia-foi-chamada-porque-esses-alunos-nao-respeitam-a-democracia-a-diversidade.html

      • Ah eu to maluco!!!! disse:

        Gente voces realmente sabem ler??? Estou preocupada com voces !!!
        Esse texto que voces postaram não tem nada a ver com a discussão!!!!
        Se quiser posso dar aula de reforço pra vocês porque tá feia a coisa . Esqueci, voces não gostam de estudar.
        Isso que dá tanta greve analfabetismo funcional, lê uma coisa entende outra!!!
        Ou quer entender outra?

      • Paulo Freitas disse:

        Vocês foram autoritários e os atos não eram pacíficos. Além do mais, só peitam professor… porque a polícia mesmo vocês se borram. Não enfrentam quem deveria enfrentar: a reitoria – parecem até uns burocratazinhos bem comportados e com os rabos entre as pernas – e a polícia – porque não tem peito e nem coragem de arrebentar a cara de um policial mal treinado que não sabe nem usar o cacetete.
        Lamentável.

        Paulo Freitas.Filosofia, vespertino.

    • Morador da Lapa disse:

      Não adianta, Juralouco, que sua estratégia não deu certo. Os estudantes só voltarão aos campus quando a palhaçada acabar. Vocês estão rastejando!, não têm BASE!!!
      Se querem mudar de endereço, venham para a Lapa, fica pertinho da Polícia Federal; deste modo, futuramente vocês serão fichados sem precisar gastar dinheiro público com combustível.

    • Júlia Rosa disse:

      Mas e em Sao Paulo que ficam as melhores baladas…. No Pimentas só tem forro e boteco pé sujo!

    • Capivara disse:

      Jurassauro, o vídeo do último encontro com o reitor já foi divulgado?

  3. Universidade PÚBLICA????? disse:

    Eu sinto muito decepcionar os favoraveis a saida do campus do Pimentas, mas eu não sei se alguém percebeu mais essa essa é só uma estratégia do comando de greve para chamar gente pra próximas assembleias (que todos perceberam não anda tendo a participação do corpo estudantil).
    É simples assim eles jogam no ar um assunto polemico, pra ver se constroi plateia.
    Pegadinha dos malandros nhénhé…
    E tem só mais um ponto relevante para os favoraveis a saída do campus do Pimentas, quando uma Universidade PÚBLICA é estipulada para se instalar em determinado local ela visa sobretudo a expansão e qualidade para a sociedade, pois por ser PÚBLICA a sociedade esta pagando por ela, ou seja, a Universidade PÚBLICA não existe para satisfazer apenas nossos objetivos profissionais, ou egos intelectuais, etc. Por isso problemas como acesso, transporte,moradia são amenizados com o auxilio permanencia e não é motivo para retirada de um campus de uma determinada região.
    Afinal é muito fácil cobrar nossos direitos e esquecermos que temos deveres. A população tem mesmo que bancar nossos caprichos sem receber nada em troca?

  4. Bruno Rocha disse:

    Ahhhhh os docentes. É tão fácil criticar a ausência de estrutura da região onde está instalada a UNIFESP e propor medidas tapa buraco quando se mora nos nobres bairros paulistanos e para dar aula tem que ir para periferia né?? E a UNESP! Os Campi ficam em cidades inacessíveis também, distantes, no interior; então será que o próximo passo será trazê-los todos para São Paulo, a cidade luz?
    É simples a solução. Quem se desloca muito e acha isso horrível e não vê mais nada além do umbigo, pode solucionar o problema sacando dos bolsos do papai uns R$ 1000 mensais e pagar algum nível superior perto de suas casas, de seus bairros burgueses.

  5. QUERO VER ATÉ QUANDO DURA ESSA GREVE AGORA? disse:

    Governo federal inicia hoje corte no ponto dos servidores em greve
    Por: Sarah Fernandes, da Rede Brasil Atual Publicado em 20/07/2012, 17:59
    Última atualização às 18:32
    São Paulo – O governo federal começou a fechar hoje (20) a folha de pagamento com os descontos dos dias parados para os funcionários públicos em greve. A informação é do secretário de Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, que ainda não tem estimativa de quantas categorias serão afetadas pelo corte. “São mais de 300 órgãos federais espalhados por todo país. Só teremos números reais depois de um balanço no final do mês.”
    O corte no ponto os servidores havia sido anunciado no começo do julho pelo Ministério do Planejamento. “Tínhamos a orientação de fazê-lo porque é a lei: os trabalhadores quando fazem greve correm esse risco e com os federais não pode ser diferente”, argumenta Mendonça.
    Na ocasião do anúncio, os servidores realizaram uma assembléia envolvendo representantes de 12 órgãos federais e deliberaram pela ampliação da paralisação. “O servidor não pode ser intimidado e prejudicado por exercer um direito como o da greve”, disse o coordenador-geral do Sindicato dos Servidores Públicos do Distrito Federal, Oton Pereira Neves, em entrevista à Agência Brasil. O corte será feito no salário a ser recebido em agosto, referente ao mês de julho.
    Orçamento trava negociações
    Na manhã de hoje, o secretário se reuniu com representantes da CUT para avaliar a greve. “Discutimos sobre o processo de negociação, os acertos, os erros, e as possibilidades de chegarmos a um acordo nas próximas semanas. Foi um diálogo importante porque nos dá um feedback”, afirma.

    Para o secretário adjunto de Relações do Trabalho da CUT, Pedro Armengol, as negociações não têm progredido. “O governo disse que sem uma definição das contas não há como debater as propostas. Segundo o secretário eles estão estudando o orçamento, mas está tudo parado ainda.”

    Ele negou que a central tenha deixado de apoiar a greve, conforme foi divulgado nesta manhã por jornais de São Paulo. “O presidente da CUT [Vagner Freitas] disse que quer finalizar a greve, mas depois de negociações que sejam benéficas para o trabalhador. Ele esteve a semana toda em Brasília, acompanhando as atividades da greve.”

    QUERO VER ATÉ QUANDO DURA ESSA GREVE AGORA?
    NO FIM É SEMPRE O CAPITALISMO(DINDIM NO BOLSO) QUEM DITA AS REGRAS)!

  6. Ana C. disse:

    “bairros burgueses”??????
    Ah não, tava demorando essa conversa mole… Já não basta o Juraci?

  7. Marcos disse:

    Hmmm, será que os entraves que retém as verbas disponíveis fazem mesmo parte de um plano maior, como sugere as entre-linhas dessa carta desesperada? Se virarem “capital fixo” já era, os que conspiraram contra o desenvolvimento perdem e a UNIFESP nunca mais sai do Pimentas… HauHAuHAu

  8. Por favor, peço ao pessoal do blog que corrija o título da postagem:
    A carta não é de autoria da coodenação do curso de história. Ela é de autoria da coordenadora da pós-graduação, profa. Wilma Peres. O coordenador do curso de história é o Prof. Fábio Franzini e a chefe de departamenteo é a profa. Maria Rita.

    Confesso que fiquei imensamente surpreso ao ler o título, visto que o departamento sempre foi unanime em suas decisões de permanência do campus em Guarulhos. A profa. Wilma tem sua opinião e a publicou por essa carta, dizer que é a posição da coordenação é absurdo e falta com a verdade.

    • Alpha disse:

      Concordo inteiramente com você, meus cumprimentos pelo discernimento. Eu não duvidaria que a real intenção é tirar a pós-graduação de lá.

      • Capivara disse:

        E vc Alpha? Oq pensa da saída do campus dos Pimentas?

        • Um dos processados disse:

          Mudando de assunto: quem foi processado, agora contará com o programa “Auxílio Processados” – é a mais recente vitória do CG.

        • Alpha disse:

          Tirar o campus dos Pimentas, seja a graduaçāo ou a pós, a meu ver, seria uma imprudência das grandes. É inegável que a universidade exerça algum tipo de função social no meio que a circunscreve, somente por isso já seria absurdo pensar na saída de lá… e fazê-la curvar-se a interesses menores nāo é lá muito legítimo, ainda mais depois de toda essa confusāo para colocar lá algum tipo de estrutura. Se bem que oficialmente não há nada que aponte para tal cenário, tudo o que se tem é uma carta da pós de história que nada mais expressa do que um desejo de alguns.

          Se esse campus saísse de lá, eu seria obrigado a fazer pelo menos duas perguntas: a) se a intençāo nāo é permanecer na regiāo, por que entāo se instalou lá? b) que merda de educaçāo os grupos que apoiam tal ideia defendem? Pois cá pra nós, pinçar da realidade apenas o que lhe convém é o mesmo que deixar de lidar com o real.

  9. Primeiro a gente foge, depois a gente vê disse:

    Gente, vcs leram bem a “mensagem” do Juraci? Cadê o repúdio? Cadê o enfrentamento? Pra quem tava peitando todo mundo até agora!

    Tá mais do que claro que o Jurassauro e o “comando” querem mesmo fugir pra longe de Guarulhos, depois de todas as merdas que eles fizeram lá, como depredar e pichar o prédio todo. Além de nos fazer perder o semestre (e não duvido se perdermos o ano).

    Eles estão com a esperança que saindo dos Pimentas o pessoa vai esquecer tudo o que eles fizeram… Abre o olho povo!

  10. Não li os comentários acima, mas recebo com assombro a proposta da História.

    Perdi o respeito pelo Departamento. O pedido é, no mínimo, oportunista e inoportuno.

  11. IMPRESSIONANTE

    Mais de 100 dias de greve e quantos ataques ao MOVIMENTO ESTUDANTIL!

    Impressiona o números de ANÔNIMOS que se manifestam contrários à greve. Acusam desesperadamente e sem nenhum critério o movimento estudantil, mas não falam uma linha sobre a PRECARIZAÇÃO DO CAMPUS GUARULHOS, ou ainda, a REPRESSÃO E CRIMINALIZAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL, via factóides criados por alguns poucos estudantes ou docentes.

    Não dizem nada sobre as 5 (cinco) assembléia consecutivas que aprovaram a greve e sua continuidade e, quando comentam, procuram desqualificar seja pelo número de estudantes presentes nas assembléias, votações ou manipulações, com se fosse possível HIPNOTIZAR os estudantes nas assembléias.

    Outro absurdo é ler ou escutar DOCENTES E ESTUDANTES, além dos burocratas, acusarem os estudantes de QUEBRAREM VIDROS, COMPUTADORES e ainda PROPORCIONAREM “CÁRCERE PRIVADO” A DOCENTES dentro da Diretoria Acadêmica.

    Mais ainda, é ver o relato em depoimento por escrito na Polícia Federal, tanto do Diretor Acadêmico, como também do 1.o Tenente da PM na Polícia Federal, acusando os ESTUDANTES na mesma linha destes DOCENTES E ESTUDANTES.

    A proposta na próxima reunião da CONGREGAÇÃO, acima de qualquer proposta de mudar o Campus, será debater este modelo de universidade que temos e qual queremos.

    Agora, quanto às agressões, apelidos, palavrões – e vai por aí – destes DOCENTES E ESTUDANTES ANÔNIMOS é uma pequena amostra da UNIVERSIDADE QUE TEMOS e, certamente, não é a que sonhamos: UNIVERSIDADE PÚBLICA, GRATUITA, UNIVERSAL E DE BOA QUALIDADE!

  12. Elson Luiz disse:

    Além dessa carta aí, há um pedido formal encaminhado pela Christina andrews e assinada por alguns docentes de inclusão da pauta “a permanência ou não da EFLCH no Campus Guarulhos” nas discussões da congregação.

    É importante saber quem é quem neste debate. Esta proposta surgiu, pelo menos não só, da Wilma Peres, mas desde 2007, com a Olgária Matos, do departamento de Filosofia. Assim como é defendida por alguns membros da comunidade acadêmica. Em geral professores, como muitos sabemos quem e quais são. Mas é uma ideia apoiada até mesmo por estudantes que dizem ser “muito mais favorável ao proletariado a Unifesp estar em localidades acessíveis pelo transporte público do que na periferia onde ninguém chega”.

    É fato que quem vai pra periferia, é quem é da periferia. A universidade existir em uma localidade em que a população é historicamente privada deste acesso é jogar o setor privilegiado – e que normalmente tem acesso à academia – no seio das contradições, na realidade de problemas, violências e privações desveladas, escancaradas.

    E lidar isso ninguém quer, não é?

    Há professores que se esquecem ou mesmo abandonam a função da Universidade e o papel que ela deve cumprir na sociedade, que é de contribuir para a superação de demandas e contradições. E se não for por isso, qual o papel da Universidade? Contribuir ainda mais com a elitização de grupos já abastados? Contribuir com o aprofundamento do abismo social?

    Questionar a permanência da Universidade na periferia é questionar sua própria existência.

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