Carta dos Técnicos-Administrativos em Educação à Congregação da EFLCH

Carta dos TAEs à Congragação da EFLCH

Aos membros da Congregação da EFLCH-Unifesp

Na reunião da Congregação do campus Guarulhos  realizada em  02 de agosto de 2012, os representantes dos técnicos  administrativos  no órgão, apresentaram  uma carta  esclarecendo que não foram consultados quanto ao conteúdo do dossiê  “A crise  da Escola de Humanidades da UNIFESP  e sua permanência no Pimentas”, contrariando a informação presente no  documento, e que se posicionavam pela permanência do EFLCH no bairro dos Pimentas.

Fomos surpreendidos no dia 07 de agosto de 2012, com uma declaração do  Prof.  Juvenal  Savian  em resposta endereçada ao Departamento de Educação, de que a carta lida  pelos técnicos  na referida congregação não era assinada  por todos  e de que, segundo  o referido  professor,  “mais de uma dezena dos  técnico-administrativos”  disseram-lhe  “abertamente o contrário”, desqualificando  os representantes dos técnicos na  Congregação, eleitos democraticamente.  Fica evidente  o desconhecimento  quanto à existência e funcionamento  do  Colegiado dos Servidores Técnicos Administrativos  em Educação da EFLCH  –  Campus  Guarulhos  (COTAG),  órgão representativo deste segmento na EFLCH, que assinava a carta. Reunidos em 31 de Julho de 2012,  os técnicos  presentes  votaram unanimemente contra a saída do  EFLCH do bairro dos Pimentas.  Ainda que  existisse  uma dezena de servidores técnicos favoráveis a esta ideia, esta porcentagem não representaria a opinião deste colegiado e não desqualificaria a defesa de nossos representantes, já que hoje somamos 61 servidores técnicos no EFLCH.

Queremos registrar, também, nossa indignação com a afirmação publicada na revista Cult em texto intitulado “A universidade que queremos”, de que “os técnicos não são aptos a pensar o aspecto acadêmico da formação”. Entendemos que esta é uma tarefa que envolve toda comunidade  universitária, docentes, estudantes, e  técnicos, que  não por acaso,  são nomeados de Técnicos Administrativos em Educação. E, a discussão em pauta,  a possibilidade de saída  da EFLCH  do bairro onde está inserida, é uma  decisão que afeta todos os segmentos da universidade.

Também não conseguimos ver a obviedade  da pregorrativa  dos docentes nos assuntos administrativos, como sugere o docente na publicação. Como a própria discussão atual relacionada à infra-estrutura tem demonstrado, se é fundamental a participação de técnicos  em suas mais diversas especialidades, de engenheiros a administradores,  para a simples compreensão do processo, o que dirá para as decisões administrativas.  Por vezes, passa-nos a impressão de  que  se esquece que o corpo técnico-administrativo é composto por profissionais qualificados em diversos cargos, assistentes adminstrativos, bibliotecários,  educadores  e inclusive médicos, cada um contribuindo em suas atribuições para  o funcionamento e  a consolidação do projeto pedagógico da universidade.

Aproveitamos para reiterar que acreditamos que se deva debater de forma aberta e franca sobre quaisquer ideias dentro da Universidade, inclusive  esta, e que o COTAG declara SER CONTRÁRIO À SAÍDA DO  EFLCH  DA LOCALIDADE EM QUE ESTÁ INSTALADA, E DEFENDE QUE A EFLCH PERMANEÇA NO BAIRRO  DOS PIMENTAS, NA PERIFERIA DE GUARULHOS.

COLEGIADO DOS SERVIDORES TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS

EM EDUCAÇÃO DA EFLCH – CAMPUS GUARULHOS

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