Informe do CNGE

Informativo nº17 do Comando Nacional de Greve Estudantil

A greve continua forte. No último dia 15, aconteceu mais uma marcha nacional em Brasília, com a presença das categorias em greve do funcionalismo público federal e dos estudantes de todo o país.
Mesmo com toda a truculência do governo, que não abre mão da sua politica econômica, que prioriza o lucro dos banqueiros e empresários, a greve vem impondo derrotas e obrigando o governo a negociar com as categorias.
Até agora não foram marcadas novas reuniões com os docentes do ANDES e do SINASEFE. Além disso, mais uma vez os grevistas sofrem repressão e ameaças de cortes de ponto. Exigimos a reabertura das negociações e a apresentação de propostas efetivas a todas as categorias em greve!

O Comando de Greve dos Estudantes segue pressionando o governo por melhoras efetivas nas negociações. Após a última reunião com os estudantes, na qual o Secretário de Ensino Superior, Amaro Lins, se retirou da mesa, estivemos em manifestações com as demais categorias exigindo a reabertura das negociações, com foco na ampliação das verbas do PNAES (Plano Nacional de Assistência Estudantil), hoje em 500 milhões, para 2 bilhões.
Nas últimas semanas, as assembléias estudantis de todo o país rejeitaram as propostas apresentadas de forma vaga pelo governo, exigindo que sejam apresentadas por escrito, com base nas reivindicações dos estudantes em greve.
A falta de verbas para assistência estudantil e a forma como ela é implementada nos impõem a necessidade de repensarmos o modelo de educação e garantir a permanência dos estudantes nas universidades, institutos federais e escolas. Exigimos também a equiparação do valor das bolsas ao salário mínimo.
Em cada universidade crescem as vitórias arrancadas pela greve. A radicalização e a unidade foram fundamentais para garantir vitórias concretas no sentido de ampliar a democracia nas IFES, assistência estudantil, acesso à cultura, melhorias estruturais, etc. Nos próximos informativos, o CNGE vai compartilhar um pouco mais dessas experiências e o acúmulo da nossa greve. Por isso, os Comandos Locais de Greve Estudantil devem enviar o balanço das negociações locais ao CNGE essa semana.

Unb

Existe uma articulação do governo, do PROIFES e setores de direita dos docentes para desmontar a greve do ANDES. Como parte disso, a Associação dos Docentes da UnB acabou, hoje, com a greve dos professores da universidade. A assembleia foi convocada com a pauta das eleições para reitor. No entanto, a ADUnB se aproveitou disso e fez a votação sobre a continuidade da greve de forma atropelada, o que impossibilitou um debate democrático. Os professores da UnB estão tentando organizar outra assembleia na terça-feira que vem, para reverter esse golpe.

UFMG

No dia 16, os estudantes da UFMG ocuparam a sede da Fundação Mendes Pimentel, uma empresa privada que gerencia as verbas da assistência estudantil nessa universidade. O movimento reivindica a substituição da FUMP por uma Pró-Reitoria de Assistencia Estudantil, 2 bilhões para o PNAES e a revogação do aumento do preço do RU, um dos mais caros do país.

UFES

No dia 3, os estudantes da UFES ocuparam a Fundação Ceciliano Abel de Almeida, em um ato contra a privatização da universidade, que agora se apresenta em nossos H.U’s, com a EBSERH. Os estudantes ocuparam também a rádio universitária e transmitiram uma programação livre, falando sobre da greve, colocando a rádio universitária a serviço da comunidade acadêmica.

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