Greve acaba mas crise continua na EFLCH

Duas semanas passadas do fim da greve docente e uma semana após o fim da greve dos estudantes em Guarulhos, votada na última quinta-feira, as atividades letivas continuam paralisadas. Na última reunião da Congregação, dia 23, convocada para discutir o como seria o pós-greve, os chefes de departamentos, coordenadores de curso juntamente com os técnicos-administrativos em Educação e demais membros do colegiado não chegaram a uma conclusão sobre o calendário de reposição das aulas. Parte dos professores ainda continua empenhada em discutir a permanência ou não da Unifesp no bairro, num colóquio que será realizado durante a semana que vem.

Qualquer decisão local dos departamentos, caberá aprovação da Congregação, que se reunirá dia 06/09, depois do Conselho de Graduação e do Conselho Universitário. No meio das discussões técnicas acerca da reposição, há um aspecto político e nacional, que é a greve dos docentes das federais ainda em curso, visto que os docentes da Unifesp deliberaram pela continuidade da greve na tarde de hoje.

Crise institucional

Na reunião do CAE na segunda-feira, transmitida ao vivo pela internet, a Profa. Marina Soler falou como representante da Congregação no CAE, e considera lamentável a inexistência de uma comunicação oficial por parte da reitoria e que as informações cheguem ao colegiado por meio da imprensa, sobre o episódio em que o CONSU rejeitou o pedido da Congregação de interrupção do processo licitatório do prédio principal do Campus. Sobre o ato pela permanência da EFLCH, realizado na última sexta-feira, 24, considera que houve na verdade um clima de fla-flu entre os participantes, a respeito dos contrários e favoráveis pela saída dos Campus dos Pimentas. O Prof. Cléber, um dos organizadores do ato, respondeu em seguida afirmando que houve na verdade uma “tentativa de golpe” na Congregação por parte de grupo que tentava impor uma votação pelo adiamento da licitação, numa reunião convocada para discutir problemas de infraestrutura da EFLCH ocorrida no início deste mês.

Atendimento das Pautas

A licitação do prédio, que inicialmente contou com o interesse de 23 empresas licitantes mais uma vez foi considerada deserta, sem a apresentação de propostas por nenhuma das 11 empresas que fizeram a vistoria prévia no local de construção da obra. Há indícios de irregularidades no processo de licitação, conforme matéria divulgada no Diário de Guarulhos.

Depois de uma rápida reforma para tapar os buracos e resolver os problemas de higiene, o bandejão voltou a funcionar na segunda-feira. Conforme noticiamos na semana de ocupação o refeitório operava em condições precárias de funcionamento, colocando a vida de milhares de pessoas em risco. Recentemente a vigilância sanitária vistoriou o local após diversas denúncias.

A linha ponte orca, ainda não está em funcionamento. Ainda não há nenhuma informação oficial sobre o início de seu funcionamento. Prometida pela reitoria assim que a greve acabasse, ainda são os mesmos fretados que continuam a prestar o atendimento. As negociações sobre a pauta de transportes era a que estava mais adiantada durante a greve, com a promessa que os fretados hoje em funcionamento fossem remanejados para servir os alunos que vem das estações Armênia e Barra Funda do metrô logo que a ponte orca entrasse em operação.

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