De 54 universidades federais, 37 adotam paridade nas eleições para reitor

De 54 universidades federais, 37 adotam paridade nas eleições para reitor

Levantamento realizado pela UnB Agência mostra que quase 70% das IFES dão o mesmo peso a votos de professores, alunos e servidores

Das 54 universidades federais brasileiras, 37 delas (68% do total) adotam modelo paritário nas eleições. Segundo levantamento realizado pela UnB Agência, apenas 16 universidades usam o modelo proporcional, onde os votos dos professores têm 70% do peso total, enquanto alunos e servidores têm 15% cada. A Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFSCPA), que ainda não realizou eleições, pretende adotar o modelo universal, onde os votos são contados individualmente, sem diferença entre os segmentos. Veja lista completa ao final da matéria.

“Acho que a alta adesão das universidades federais ao modelo paritário reflete a legitimação do princípio da autonomia universitária”, avalia o reitor Edward Brasil, que está em seu segundo mandato à frente da da Universidade Federal de Goiânia (UFG). Na maior e mais antiga universidade federal do Brasil, a do Rio de Janeiro, o modelo paritário é adotado desde a redemocratização do país, no final dos anos 80. “O último reitor havia sido imposto pelo ministro da Educação, que escolheu o terceiro da lista tríplice enviada”, afirma o reitor Carlos Antônio Levi. A mudança aconteceu após uma união de forças da universidade contra a intervenção estatal. “Hoje este modelo está consolidado”, diz. Segundo ele, a cada eleição o Conselho Universitário reafirma o consenso da comunidade acadêmica.

Em Alagoas, a paridade também é antiga, sendo adotada nas eleições dos últimos 25 anos. “Algumas unidades acadêmicas ainda hoje preconizam a proporcionalidade, mas isso não tem grande aceitação do conjunto da universidade”, afirma o reitor da UFAL, Eurico de Barros Lôbo. Na Bahia, o Conselho Universitário adotou a paridade em 1992, segundo a reitora Dora Leal Rosa. Os professores pediam a mudança desde 1984. Hoje, os 38 mil estudantes da UFBA discutem aumentar ainda mais a sua participação no pleito, de 33% para 40% ou mais, por exemplo. “Nas eleições de 2010, parte dos estudantes reivindicava maior peso para o voto estudantil e outra parte falava em voto universal”, lembra.

Na Universidade Federal Fluminense (UFF), a mudança foi recente. O atual reitor Roberto Salles foi eleito com voto paritário pela primeira vez em 2006. “Houve uma pressão legítima dos estudantes e muitos professores já eram favoráveis. Então foi uma conjunção de vontades”, afirma. “A lei tem que ser mudada para se adequar ao momento atual”, defende.

MODELO PROPORCIONAL – A UFMG é uma das universidades que segue o modelo proporcional. “Na administração superior, tem sido 70% para professores, 15% para servidores e 15% para alunos. As outras unidades têm autonomia para redistribuir o percentual das duas últimas categorias, mantendo sempre 70% para os professores”, explicou o reitor Clélio Campolina Diniz. Porém, a mudança deve entrar na pauta nos próximos meses, motivada principalmente pelas reivindicaçõs dos funcionários. “A universidade é um espaço democrático, todos podem opinar. Por isso, os percentuais deverão ser rediscutidos durante a minha gestão”, afirmou.

No Ceará, a fórmula 70-15-15 está consolidada. A universidade federal do estado reforçou essa posição após dois plebiscitos feitos entre os professores, um 1999 e outro em 2003. “O argumento principal é de que se o reitor não tem maioria dos professores não terá liderança acadêmica”, diz o professor Roberto Bezerra, ex-reitor da UFC.

Fonte: http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=6645

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