Assembleia Geral, hoje. 18hs.

Atenção estudantes da EFLCH. Assembleia Estudantil, hoje, a partir das 18h00.

É importante  que todos participem e discutam os problemas da universidade como a licitação do prédio, pautas não atendidas da greve estudantil, permanência, crise da EFLCH, repressão, indicativo de greve, continuidade da mobilização estudantil com ou sem greve etc.

Compareçam!!!

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2 respostas para Assembleia Geral, hoje. 18hs.

  1. UNIFESP PIMENTAS: A CRISE E A MAIORIA SILENCIOSA

    Juraci Baena Garcia*

    Escrever sobre a crise da Unifesp é um desafio a ser enfrentado por todos os sujeitos desta história, principalmente pela prática intervencionista por parte da burocracia e docentes que lutaram intensamente para frear o movimento estudantil, única categoria que comprovadamente luta desde 2007 contra a precarização do Campus Guarulhos-Pimentas, portanto, única alternativa que poderá transformar esta universidade.

    A sutileza contra os estudantes imposta por parcela significativa dos docentes nas salas de aulas, prática que se repete pelo Brasil afora, reforça ainda mais que poucos escaparão de servirem como mão-de-obra barata em escolas públicas e privadas, extrapolou as salas de aulas, despontando de forma violenta durante o período da recente greve estudantil.

    Este fato se agrava na medida em que os docentes que se colocam no chamado “campo progressista”, salvo em raríssimas oportunidades, sabidamente se omitiram não lançando uma nota sequer quando da repressão aos estudantes, sustentada pelo reitor, diretor acadêmico e docentes reacionários, principalmente na monumental violência da Policia Militar do Estado de São Paulo, ocorrida no dia 14 de junho de 2012.

    Ainda de forma desesperada alguns docentes tentaram mais uma manobra conservadora, elaborando a toque de caixa um colóquio que visava discutir a permanência do Campus Pimentas. Evento construído dentro de uma concepção anti-democrática e contrária a participação da população do entorno; claramente tendencioso na sua concepção e composição, mas derrotado pela participação crítica de dezenas de estudantes e, ainda, a visivel ausência da comunidade acadêmica.

    Indo mais longe: ainda no campo de tentar institucionalizar a crise da Unifesp o Governo Federal e outros setores conservadores da universidade, certamente inibiram qualquer iniciativa de re-eleição do atual Reitor ou ainda permanencia do Diretor Acadêmico no Campus Pimentas, abrem-se as eleições para “novos candidatos” ao cargo de Reitor e Vice-Reitor da Unifesp e ainda a sucessão no Campus Pimentas – outra “caixa de pandora”.

    Sabe-se que os estatutos da Unifesp escondem uma forte tendência conservadora do tipo “me engana que eu gosto”, alardeando uma falsa democracia que desembocam em eleições em todas as instâncias, inclusive para a reitoria, outra farsa em que a maioria da comunidade acadêmica é “apenas consultada”, restando ao CONSU e Presidência da República definir a futura Reitoria e, pior, mesmo que algum “progressista seja eleita ou eleito”, vale o conceito de “governo” e “regime” e quem manda efetivamente é o governo federal.

    As amarras ditatoriais do estatuto da Unifesp falsamente apelidado de “democrático”, segue diretrizes da LDB (70% docentes, 15% estudantes e 15% técnicos), derrubada por diversas universidades federais que na sua base tiveram a coragem de avançar na luta pela verdadeira autonomia universitária, democratizando as instâncias de governo da universidade, única forma de combater o conservadorismo imposto por setores atrasados da educação.

    Não vamos ter ilusão: da pauta enviada ao Reitor, alguns avanços estão prometidos na parte material, porém sem garantias. Quanto à luta contra a repressão e a democracia na Unifesp, itens da mesma pauta aprovada nas assembléias dos cursos, sequer foram consideradas e, juntando-se os fatos ocorridos na última reunião da Congregação, demonstram que “cabeças vão rolar”, uma vez que um setor atrasado que luta para se manter no poder (a partir da Congregação) e se benefícia dos vacilos do movimento estudantil resiste contra os ventos da democracia; se utilizam da repressão e ainda são contrários a uma universidade pública, gratuita, universal e de boa qualidade “para todos e na periferia”.

    A partir dos novos fatos, como a furada da licitação, novamente na terça-feira, dia 11 de setembro de 2012, às 18h00min., os estudantes estarão reunidos em assembléia geral: de um lado uma parcela certamente decidida vai propor a ação direta contra este estado de coisa (principalmente a pauta de reivindicações) e do outro lado, a parte contrária a qualquer tipo de mobilização, sempre com o velho jargão de que “existem outras altenativas” e “estou ofendido por ser violentamente chamado de pelego”.

    Estas duas posições são conhecidas – a grande questão é antecipar como deverá agir a chamada “maioria silenciosa”, ausentes no dia-a-dia da greve (e do colóquio) e que tem em suas mãos a responsabilidade de indicar qual o caminho para as efetivas ações transformadoras que podem mudar o rumo desta universidade e que valerá para além de uma vida – e não servir precariamente apenas ao umbigo de cada um, produto desta sociedade conservadora, individualista e formadora de reservas de “mão-de-obra-barata”.

    *Graduando em Filosofia
    Unifesp – Campus Pimentas
    Guarulhos/SP

  2. Camaradas estudantes,

    Neste depoimento sem preocupação acadêmica – relatando o que veio na memória (falta muito ainda, afinal foram 5 meses) – mas sincero, pessoal e passível de erros – mas tirado da experiência no “meio da muvuca”, entendo que pode contribuir para algo, no mínimo, para apontar eventual loucura que meu cerébro possa estar sendo vitíma.

    Sem uma análise sincera, longe da hipocrisia (comum em nossos tempos e particularmente na Unifesp Pimentas) esta lançado o desafio para que cada sujeito desta história – contra ou a favor da greve 2012 – sem preconceito ou oportunismo, tenha a coragem de fazer o mesmo – até porque coletivamente – todos conhecem as dificuldades na elaboração de documentos que retratem a visão individual, mas a partir destes relatos, podemos construir um documento coletivo que fique como contribuição coletiva para a história do movimento estudantil.

    Primeiro cumpre registrar que as posições sectárias à direita ou esquerda, comuns em qualquer movimento de massas, fazem parte da história e cabe ao contrários entrarem na luta para combater estas posições, sem nunca querer “eliminar as pessoas” ou, pior ainda, ficar de fora reclamando (que nem bebezão chorão), utilizando-se deste fato como “pano de fundo” para encobrir sua peleguice reacionária.

    Em 2010 fomos literalmente enganados pela direção da Unifesp no cumprimento da pauta, apoaidos ainda por grupos organizados e que disputam o poder desta universidade, atuando sem o menor pudor e representam o que existe de mais atrasado na educação. Eles “elegem” um diretor acadêmico, até reitores, mas são os verdadeiros responsaveis por este estado de coisa que se perpetuam até hoje, principalmente nos Pimentas. A diferença de 2012 é que foram fragorosamente revelados à opinião pública.

    Em 2011, após fragorosa derrota em assembléia onde, alguns estudantes, chegaram a se “ajoelharem”, felizes pela derrota imposta, inclusive com apoio de docentes, sem pensar que este movimento poderia ter enfrentado naquela época grande parte dos problemas que levaram à greve de 2012.

    No início de 2012, alguns DOCENTES participaram da organização do movimento grevista, lembro de uma em particular, mas não vou entrar no “denuncismo”. Claro, primeiro tinham intenções, e a transferência do Campus Guarulhos era uma delas, em segundo, apenas não contavam em “perder o controle do movimento grevista” e, paulatinamente, se voltarem contra os estudantes.

    Na histórica assembléia do dia 22 de março de 2012, após a aprovação da greve dos estudantes, 4 (quatro) reagiram de forma anti-democrática, questionando “o que vocês vão fazer com esta greve”, inclusive um deles, Prof. Daniel – Educação, solicitou a palavra em assembléia, jogando contra a organização dos estudantes com a velha frase: existem outras formas de lutar contra a precarização.

    Vários outros factóides, como o caso dos tapumes e da bandeira de Cuba, além da tentativa de alguns docentes intimidando estudantea assistirem as aulas – furando a greve – foram motivos de muito “bate boca”, sendo depois classificados de “violência estudantil”. Mas não parou por aí – exemplos vieram de vários locais, a exemplo do Reitor quando de forma irresponsável colocou em risco dezenas de estudantes em frente á reitoria, com a Tropa de Choque à sua frente por mais de 4 (quatro) horas. Em seguida desceu e após 15 minutos o movimento se dissipou.

    A denuncia do “bandeijão” e suas condições para circulação de ratos, causando risco à saúde dos estudantes e demais que se utilizavam do mesmo, é outro caso grave. Naquela oportunidade o diretor acadêmicos, mesmo sabendo meses antes das condições precárias deste local, tentou manobrar a imprensa contra a ocupação e acabou desmoralizado, junto com o Reitor, pelas péssimas condições do tal restaurante divulgadas posteriormente.
    A articulação de alguns DOCENTES na congregação, aprovando a abertura da sindicância aos estudantes grevistas, supostamente violentos, foi a gota de água da primeira ocupação, sendo mais uma provocação ardilosa no meio de uma situação tensa, tanto que na assembléia seguinte, esclarecidos os fatos, sequer o assunto de “radicalização” devido à esta ocupação, ganhou espaço.

    O Reitor terminantemente se recusou a sentar para negociar com os estudantes, tentando o tempo todo “isolar” o Comando de Greve e, a segunda ocupação acabou sendo aprovada em assembléia praticamente por unanimidade dos presentes, bastando relembrar sua famosa frase à imprensa: na Unifesp Guarulhos tenho 3 mil estudantes bons!

    Quando da saída da ocupação, pressionada pela tropa de choque, nova tentativa de convite ao Reitor para evitar o confronto foi recusada pelo mesmo, não restando outra alternativa senão sair no famoso “camburão da Unifesp”, levando 46 (quarenta e seis) estudantes à sede da à sede da Polícia Federal, sendo indiciados e respondem a processo e, ainda, alguns docentes dizem: vocês querem se fazer de vítimas!

    Agora, o cume da violência contra uma universidade, ocorrido no dia 14 de junho de 2012, coroou a prática de uma gestão decadente e truculenta, associada aos docentes reacionários, que reclamam de serem tachados de “escolásticos” e ainda de “serem vítimas da violência estudantil”.

    Se os estudantes não tivessem filmado as condições da universidade antes da chegada da PM e ainda a ação truculenta da PM quando arrastou uma estudante, certamente muitos estariam detidos na penitênciaria.

    Trágico, mas chegou a ser cômico este fato: uma hora os estudantes atiraram pedra e paus na PM que tranquilamente passava pela rua, outra hora a direção da Unifesp alegou que não tinha chamado a PM e, finalmente, quando a filmagem inundou a internet e os meios de comunicação, cada um correu para se defender, até porque a monumental repercussão do caso, cutucou desde o governo do estado até a presidência da república, acuados pela forte pressão da sociedade e setores organizados.

    Vale registrar o “tiro no rosto”; pernas e outras partes do corpo de alguns estudantes, vítimas das balas de borracha da PM – e ainda da “surdez temporária” decorrente das “bombas de efeito moral” na verdadeira praça de que se instaurou no Campus, a partir da documentada ação da PM, típico das ações que aplicam nas periferias.

    O duro é aguentar uma parte significativa de burocratas, docentes e estudantes dizerem que o Movimento Estudantil é VIOLENTO.

    Esta mesma indignação vale para os DOCENTES QUE SE DIZEM NO CAMPO PROGRESSISTA e veladamente defendem a “institucionalização da crise” como forma de resolver os problemas. Os mais reacionários lideraram na congregação o “colóquio da permanência” – dentro de uma postura anti-democrática, inclusive excluindo a população desta discussão, enquanto os mais moderados defendem as eleições para Reitor e Vice como meio de resolver os problemas da Unifesp.

    Não podemos absolutizar os DOCENTES, mas podemos afirmar que se existe alguns contrários a todo este estado de coisas, veladamente devem estar sendo vítima desta poderosa máquina repressiva da Unifesp.

    Cumpre ressaltar que não se trata de tratar os CORPO DOCENTE como inimigo dos estudantes, mas separar as posições políticas de questões pessoais, com exemplo, a competência acadêmica de cada um na sua área, mas o posicionamento político e a responsabilidade na formação de milhares de estudantes, não apenas detendo conhecimento, mas sendo críticos e efetivamente voltados à transformação da sociedade.
    Voltando ao movimento estudantil: todos sabemos o papel e as limitações dos estudantes, no entanto, não podemos deixar de registrar que, mesmo com erros, ainda é o único setor que desde 2007 se jogou nesta luta, sendo a cada ano vitimado por acusações infundadas e oportunistas. Cada vez mais os docentes reacionários e seus asseclas inventam “frases de efeitos” contra o movimento e principais lideranças que despontam nesta luta. São cruéis, mentirosos, ardilosos e oportunistas. Esta á a verdade, que provem o contrário.

    A congregação, outro foco de pura reação e real materialização da disputa de poder na universidade, onde nem os docentes mais progressistas podem fazer muito, afinal esta dominada pelos ávidos pelo poder. Este grupo, fortemente organizado na maioria dos departamentos, são a real força motora da reação e manutenção de ações repressivas e reacionárias.

    Alguns são o supra sumo do atraso, sendo fácil entender o porque da critica a um setor dos estudantes de história, excelentes coladores de cartazes que fossilizam rostos e corpos de vítimas de ditadura, mas envergonham os mesmos quando são chamados para a luta concreta. Na verdade estes estudantes são produtos de docentes arcaicos e que reproduzem apenas o que restou das lutas populares, como “fato histórico”, descolada da necessária luta contra uma sociedade conservadora, reacionária e massacrada pela violência do estado.
    Na filosofia então, não dá nem pra falar muito, volto tudo à época dos filósofos treinados apenas para “contemplar” e disputar individualmente – a exemplo de outros cursos – quem pucha mais o saco para conseguir “visibilidade” entre os docentes reacionários, que dão a linha a esta universidade. Cabe ressaltar que alguns estudantes não seguem esta linha, tanto que estiveram no apoio à greve, colocando em risco sua carreira acadêmica, particularmente no campo da pesquisa.

    Tudo isto é loucura?

    Penso que não – releiam com atenção as manifestações de alguns docentes durante esta histórica greve de 2012, particulamente a famosa carta ao jornal Folha de São Paulo. Aliás, o que os estudantes não conseguiram em meses de greve, chamar docentes para o centro desta luta, estes reacionários conseguiram, mobilizando numerosos docentes do Brasil afora – impressionante a incompentência política na análise de conjuntura – fazer o quê?

    Após este longo e tenebroso inverno, o último dos horrores: a assembléia que FINDOU com a greve de 2012. Uma “doideira”. Mesmo após os mais sólidos argumentos em defesa da greve, bastaram 2 ou 3 depoimentos contrários carregados de ódio, atraso e sem conteúdo e, finalmente após após 5 meses de sucessivas tentativas de acabar com a greve, associada a uma VACILADA DO MOVIMENTO ESTUDANTIL, estes autênticos pelegos votaram pelo FIM DA GREVE.

    Algumas manifestações foram de doer, a exemplo de uma estudante quando disse: sou pelega mesmo, ainda bem que acabou esta “porra” de greve.

    Ou seja, uma pauta material que ainda está no campo da promessa, votada por todos os cursos e, pior, sequer o item REPRESSÃO E DEMOCRACIA foram discutidos!

    No meio do caminho vários setores se recusam a enxergar todas as barbaridades, atrocidades e violência que vários estudantes sofreram. Tentam desesperadamente mudar a história, defendendo “alguns reacionários docentes e estudantes” como vítimas do movimento estudantil. Mas repito, o duro é ver alguns docentes ditos “progressistas”, aliados a alguns estudantes, inclusive ligados à partidos, desfilarem pelos corredores da Unifesp Pimentas com olhares do tipo: não falei. É dureza!

    Mas a luta continua!

    Temos de deixar claro que alguns avanços aconteceram: ficaram pelo caminho o reitor – que na verdade não tinha condições de reeleição, nem na famigerada consulta popular ou lista triplice ao governo federal; o diretor acadêmico que sutilmente e sem explicações pediu demissão do cargo e, talvez o mais significativo, a revelação que na Unifesp foram alocados uma quantidade de docentes reacionarios e hipócritas, responsáveis com certeza pelo significativo atraso da nossa sociedade, uma vez que a universidade ao longo dos séculos serviram para contríbuir com o atraso – não do conhecimento – mas do anestesiamento e exclusão de parte da sociedade, entendendo que a única saida para suas pequenas vidas acadêmicas é a naturalização das coisas.

    Em tempo 1: vale registrar, sem detrimento do conhecimento acumulado da humanidade – mas – cá entre nós – este semestre formou dezenas e dezenas de estudantes diretamente na luta – TALVEZ O MELHOR SEMESTRE DESTA UNIVERSIDADE. Estes JOVENS sim, tem serem a vanguarda de um futuro promissor contra uma formação escolástica e fossilizadora (coladora de cartazes) e distante de qualquer proposta de ação direta.

    Em tempo 2: resta esperar as punições diretas da burocracia, materizlizadas nos processos a quase 100 estudantes e – as “sútis, contínuas e ardilosas” penalidades a serem aplicadas pelos escolásticos da Unifesp Pimentas contra os estudantes que “ousaram” serem sujeitos de sua própria história – sabem como: faltas no período de greve, notas duvidosas nas provas e trabalhos e, mais ainda, vão tolher toda e qualquer oportunidade destes estudantes seguirem sua carreira acadêmica, principalmente no campo da pesquisa. Quem viver verá!

    Em tempo 3 – contra tudo isto, não tem outro caminho fora da MOBILIZAÇÃO E FORMAÇÃO POLÍTICA PERMANENTE DO MOVIMENTO ESTUDANTIL!

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