A saga dos escolásticos – Delirium Tremens

Delirium Tremens

Foto dos primeiros professores da EFLCH. Nela, já podemos ver o “núcleo duro” dos escolásticos como, por exemplo, Wilma Peres Costa, Cínthya Andersen Sarti, Olgária Mattos, Gabriela Nunes, Marcos Cezar, Ana Nemi, entre outros.
 

A decadência econômica e política de uma classe social faz ela se alienar da realidade e produzir figuras e fatos, no mínimo, bizarros. Parece que estamos assistindo isto com a Congregação do nosso campus. Diante do protesto de estudantes de cursinhos populares contra o plebiscito golpista, um grupo de professores publicou uma carta pedindo, entre outras coisas, para que os representantes discentes repreendam seus colegas (!) e que a Câmara Municipal aplique uma punição ao vereador Rômulo Ornelas (PT), coordenador do Cursinho Popular dos Pimentas. Com o pedido da Congregação feito ao legislativo guarulhense, nossos queridos “mestres” parecem que desistiram de transferir a EFLCH para o centro da cidade e passaram a lutar que nossa unidade, ao invés disso, vire… o centro das atenções. Porque, é claro, se nossos “mestres” se sentiram “desrespeitados” o melhor lugar para resolver o problema é, sem dúvida, o local onde se elaboram as Leis da cidade. E, assim, quem sabe, esta “pequena cidade” de um milhão de habitantes se curve diante da grandeza da meia-dúzia que assinou o pedido. Nada mais justo! Poderia haver uma lei que condenasse todos que desagradassem os professores da Unifesp. Poderíamos começar com uma Lei Municipal. Em seguida, passar para o âmbito estadual. E, por fim, terminar como clausula pétrea da Constituição.

Nossos docentes podem estar rompendo as barreiras e com esta atitude podem até fazer história. Podem virar personagens, destes que lemos nos livros que andam em falta na nossa biblioteca. A história, no entanto, lamentamos informar, não reservaria a eles o destaque dado a um Napoleão, Abraham Lincon, Lênin e outros que marcaram época. Ficariam na seção dos personagens pitorescos.

Por ora, não sabemos se Markus Lasch faz alquimia e é partidário das práticas sexuais que o mago Rasputin promovia na decadente corte do czar russo. Nem se Olgária Mattos está se dedicando a fazer penteados estranhos como Maria Antonieta às vésperas da tomada da Bastilha. Uma coisa é certa: Juvenal Savian imitou a rainha francesa e mandou o povo dos Pimentas comer brioches caso falte pão. E o que falar do Glaydson? Lutou tanto por um cargo de destaque e na hora que virou diretor acadêmico simplesmente decidiu abdicar da sua posição de chefe do Estado Maior da EFLCH. Temos um rei, que simplesmente não quer ser rei.

Há algo de podre no reino da Unifesp! E os nossos personagens, à exemplo daqueles da vida real, são odiados pela corte. O delírio, a excentricidade e a alienação, no entanto, costumam cobrar seu preço. Não há como não lembrar do exemplo dado pelo povo francês em 1789. Os nossos “intelectuais” tupiniquins deveriam aprender um pouco mais sobre esta pátria, que de forma subserviente, eles admiram. Diante da revolta e do cerco do palácio de Versalhes, o rei Luís XVI perguntou à um de seus assessores se aquela aglomeração popular se tratava de uma revolta. A resposta não poderia ser mais clara: “Não, majestade. Não é uma revolta. É uma revolução!”. Era o fim da autoridade real. Ora, se a Bastilha caiu lá, também pode cair aqui!

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2 respostas para A saga dos escolásticos – Delirium Tremens

  1. dohistoriador disse:

    O autor deste texto (a quem me refiro diretamente, e a quem desconheço, pois o mesmo não assina) está de parabéns. Aprendeu direitinho com Hitler, Stalin, Mussolini, DeGaule e tantos outros a (ab)usar do passado histórico para justificar sandices do presente, misturando fatos, invertendo conceitos e desconsiderando contextos, como num perfeito anacronismo. O lado bom disso é que faz sua própria contra-propaganda, eximindo seus oponentes de fazê-lo. Uma pena o Movimento acabar respondendo por coisas desse tipo, que só lhe trazem mais desconfiança e credibilidade.

  2. Alpha disse:

    Gostei da fotografia… quanto mais esse os usurpadores do termo “estudante” tentarem denegrir a imagem dos docentes, mais desacreditados ficarão em relação à comunidade EFLCH. Como bem disse dohistoriador, o próprio texto se refuta, o que poupa trabalho para comentá-lo.

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