Guarulhos terá novo campus da Unifesp, mas não medicina, diz Soraya

Natália Oliver
Da Redação

A futura reitora da Unifesp, Soraya Smaili, que deve assumir o cargo no dia 8, descartou a hipótese de o campus Pimentas abrigar uma faculdade de medicina em sua gestão, mas disse que pretende criar um novo campus na cidade, em outro bairro.

Soraya quer ampliar os cursos na área de saúde em Guarulhos, mas não o de medicina, que, segundo ela, é muito caro e “depende de muita negociação”.

Em entrevista exclusiva ao DG, Soraya informou que as obras do novo prédio do campus Pimentas, cuja licitação já tinha sido cancelada por duas vezes no ano passado, voltaram à estaca zero, devido à contestação judicial da empresa vencedora.

Soraya venceu a eleição direta (alunos, professores e pessoal administrativo) realizada nos seis campi da Unifesp, nos dias 16 e 17 de outubro.

Recebeu 39% dos votos, mas sua efetivação depende de aprovação final do Ministério da Educação, que ainda não saiu. Em tese, o governo federal pode escolher outro reitor da lista tríplice. Soraya disse não se preocupar com a demora. Ela substituirá Walter Albertoni.

DG – Existe a possibilidade de o governo federal indicar outra pessoa?

Soraya – Não acredito que isso possa acontecer. Nos últimos dez anos, nos governos Lula e Dilma, isso não aconteceu. O prazo máximo para o antigo reitor ficar no cargo é até o dia 7 de fevereiro. Após esse período, mesmo sem anúncio do MEC, eu devo assumir.    

DG – Como estão as obras do novo prédio no campus Guarulhos?

Soraya – Houve uma empresa que ganhou a licitação pública. Entretanto, as outras duas empresas que estavam concorrendo contestaram a documentação. É tudo uma questão de eles apresentarem a documentação.    

DG – Quais são os projetos para Guarulhos?

Soraya – Temos a necessidade de que o campus de Guarulhos cresça. Não precisa necessariamente ser no Pimentas. Pode haver uma outra unidade na cidade. Para isso, queremos aprofundar as relações com a Prefeitura e o MEC. O campus Pimentas é muito grande e está crescendo cada vez mais. Agora, temos cinco cursos de pós-graduação, que são muito difíceis de credenciar. O corpo docente é de grande qualidade. Queremos fortalecer o campus e, para isso, precisamos de melhores condições de acesso, moradia e restaurantes.

DG – Trazer uma faculdade de medicina para Guarulhos é viável?

Soraya – Trazer a faculdade de medicina depende de muitas coisas. Depende da Escola Paulista de Medicina, do MEC e de ter um espaço que abrigue o projeto. Além disso, o projeto é muito caro. Não vou prometer trazer a escola de medicina na minha gestão. Nós não podemos abrir uma faculdade de medicina independente de São Paulo. Ela seria uma extensão da atual faculdade. A escola de medicina em Guarulhos precisa de muita negociação.

DG – Haverá expansão dos cursos da Unifesp Pimentas?

Soraya – Queremos ampliar os cursos em Guarulhos. Queremos criar mais opções de cursos nas áreas de saúde e outras áreas que atendam a população.

Fonte: Diário de Guarulhos

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