Não ao desmembramento da EFLCH!

O grupo de professores que está tentando retirar a EFLCH do Pimentas sofreu uma derrota no final do ano passado. Aprovaram a realização de um plebiscito com o famigerado critério 70-15-15, mas não conseguiram coloca-lo em prática devido à oposição dos estudantes e da população do bairro do Pimentas que protestaram contra esta medida “higienista”. No entanto, como foi alertado por diversos setores da comunidade acadêmica, dificilmente estes professores desistiriam da ideia.

Ofício 069-2012

Por isso, uma carta enviada por Glaydson José da Silva à Congregação às vésperas de sua renúncia chamou a atenção. Em nome da diretoria acadêmica e administrativa ele pede para a Comissão de Infraestrutura a locação de um imóvel localizado no bairro do Macedo, próximo ao Centro de Guarulhos. A carta contém o seguinte texto: “Em virtude da demanda de espaços pelos departamentos da EFLCH para acomodação de seus diferentes projetos a Direção Acadêmica e Direção Administrativa recomendam à Comissão de Infraestrutura e aos Membros da Congregação a locação do espaço sito à rua Itaverava, 91 – Bairro Macedo – Guarulhos  – SP”.

“Apenas” a saída do Pimentas?

A primeira constatação que devemos fazer é que o antigo diretor, Glaydson, que faz parte do grupo de professores que quer a EFLCH fora do Pimentas, não fez este pedido com o intuito de resolver problemas que visam, por exemplo, arrumar um espaço para as aulas em virtude das obras do prédio principal do campus que foi licitado recentemente. Eles boicotaram abertamente todas as iniciativas de licitação e, ainda por cima, também procuraram inviabilizar o aluguel do prédio da Stiefel, situado próximo ao shopping Bonsucesso.

Esta nova investida, no entanto, não parece ser apenas uma tentativa de sair do Pimentas. Neste sentido, é preciso lembrar que em diversas oportunidades estes professores, inclusive no dossiê apresentado pelo professor Juvenal Savian, defenderam a autonomia dos departamentos para decidir sobre a permanência ou não no atual local da EFLCH. Mais ainda. No dia 12 de novembro, em uma audiência pública no campus, a representante do MEC afirmou ser contra a saída do campus do Pimentas, mas declarou que a faculdade pode optar por ter mais de uma unidade na cidade.

Podemos chegar à hipótese de que estão tentando dividir a EFLCH, pois os dados apresentados no relatório da Comissão de Infraestrutura nos leva a questionar se haveria espaço suficiente para a acomodação dos seis departamentos neste prédio. Se não for possível transferir toda a EFLCH para lá, qual seria o sentido da locação? Estas questões precisam ser respondidas pela comissão de Infraestrutura. O próprio relatório da comissão aponta pontos negativos da locação como, por exemplo, o fato do prédio conter salas de escritório e não educacionais e a dificuldade de ser realizada tal adaptação. (O relatório pode ser facilmente encontrado em uma pesquisa no google digitando-se o seu título: “Informe da Comissão de Espaço Físico na reunião ordinária da Congregação da EFLCH no dia 1º de novembro de 2012”)

O desmembramento da EFLCH seria uma perda em todos os sentidos. Perderiam os estudantes e professores, pois haveria um enorme prejuízo acadêmico e, além disso, isso pode ser uma arma da burocracia acadêmica para tentar enfraquecer o movimento estudantil, fragmentando os alunos em várias unidades. Sem falar nos transtornos gerados com a saída do bairro do Pimentas. Muitos alunos estruturaram suas vidas e trabalham e moram perto da Unifesp.

Prejuízos para a comunidade acadêmica

Além da eventual manobra para desmembrar a EFLCH é importante ressaltar o prejuízo que a burocracia acadêmica gera para a universidade. A necessidade da locação de um espaço se deve a não construção do prédio. Este prédio citado pelo ex-diretor acadêmico, por exemplo, sairia por sete milhões de reais por um período de três anos. Caso o prédio já estivesse pronto, esta verba poderia ser utilizada para outras obras que poderiam aperfeiçoar a qualidade de ensino.

A Congregação ainda não decidiu nada sobre o tema. Para impedir este e outros golpes contra os estudantes precisamos acompanhar, estar atentos aos problemas e lutar pelas nossas reivindicações.

Fonte: Jornal Unifesp Livre
http://unifesplivre.org.br/
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