Calourada USP: Mesa sobre democracia na Universidade com Soraya Smaili

Soraya_na_calouradaEstudantes exigem o fim imediato dos processos na Unifesp em debate sobre democracia na universidade.

No dia 27 de fevereiro de 2013, compondo as atividades da calourada unificada da USP de 2013, a nova reitora de nossa universidade, Soraya Smaili, falou sobre “democracia na universidade”, tema da mesa que fazia parte. Ficava difícil saber o que exatamente ela iria falar sobre democracia universitária, uma vez eleita dentro de um processo eleitoral nada democrático – lembrando que a eleição de reitores na UNIFESP ainda segue o esquema militar de lista tríplice, onde a votação da comunidade acadêmica é meramente consultiva e não paritária (70%-15%-15%), o que mantém a real escolha do reitor de uma universidade, que no discurso tem ou deveria ter autonomia, nas mãos da (o) Presidente da República. O pior é que ela não só falou, como foi aplaudida e utilizada como exemplo de efetivação da “democracia”.

Soraya falou sobre seu histórico acadêmico, vangloriando-se de ter feito parte da luta pela obrigatoriedade da consultoria à comunidade acadêmica, antes inexistente na UNIFESP. Em seguida, como que por mágica, ela narrou o processo eleitoral ocorrido ano passado para a vaga de reitor, enfatizando quão democrática foi sua candidatura, que contou com ações como, por exemplo, a formação de seu programa, construído em plenárias abertas a TODOS os alunos da UNIFESP (mas que ocorriam toda sexta-feira no DCE da Vila Clementino – algo um tanto contraditório para quem está efetivamente procurando uma aproximação de toda a comunidade acadêmica, espalhada em 6 municípios diferentes), e que contou até com a participação de moradores da região (vale lembrar novamente, somente de UM Campus).

E assim, estava feita a imagem da Soraya, militante, amiga dos estudantes, membro não de uma chapa, mas de um movimento, o MOVIMENTO UNIFESP PLURAL E DEMOCRÁTICA, possuidora de “um sonho e um projeto”. E a ideia colou. Não faltavam elogios à reitora e menções sobre o exemplo democrático das eleições da UNIFESP. Democrático?

Sabemos que, por mais boas intenções que Soraya possa ter, a estrutura burocrática da UNIFESP continua engessada, arcaica e vila-clementiana. Que a mesma foi eleita dentro dos mesmos procedimentos eleitorais anti-democráticos que os reitores anteriores, e que os 32 votos ao Basílio (considerados nulos) contabilizados no campus Guarulhos são vozes legítimas de estudantes que lutam, não contra uma pessoa mais ou menos carismática ocupando a vaga de reitor da UNIFESP, mas sim contra a rigidez universitária e suas regras militares de opressão de seus estudantes, que utiliza “códigos de etiqueta” para criminalizá-los e puni-los de maneira aleatória (uma vez que os 22 alunos presos no violento dia 14 foram pegos de forma aleatória e tratados como bandidos perigosos).

Por fim, continuamos ouvindo as mesmas respostas vazias de sempre. Ao indagá-la quanto suas atitudes frente aos processados, pedindo-lhe algum tipo de intervenção na sindicância interna que os processados estão sendo submetidos e também uma moção, carta de apoio, algo do tipo, frente ao processo criminal dos mesmos, sua resposta foi de “apoio” não assumido, por baixo dos panos, informal, sem nenhuma garantia aos que estão pagando caro por lutarem pelos direitos estudantis.

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