NOVO GOLPE DA CONGREGAÇÃO: SAÍDA DO CAMPUS DO PIMENTAS ESTÁ PRÓXIMO DE SE CONCRETIZAR

No dia 07 de março de 2013, a Congregação da Unifesp  – Campus Pimentas – demonstrou mais uma vez que a sua “democracia” institucionalizada no 70/15/15 é uma falácia.

Na discussão sobre construir salas provisórias no Pimentas ou alugar o prédio das Faculdades Integradas Torricelli (Grupo Anhanguera), no centro de Guarulhos, a representanção estudantil fez a proposta de que – pela dimensão desta escolha – a mesma fosse debatida com a comunidade acadêmica, via audiência pública.

O núcleo escolástico de apoio à “Chapa 1” para as eleições da diretoria acadêmica votou contra e a “Chapa 2” declarou abstenção. Neste país, como funciona o tal “provisório”?

Se este provisório se tornar definitivo, confirma a seguinte avaliação de muitos estudantes: a Unifesp deverá continuar em Guarulhos, mas o processo de divisão defendido pela “Chapa 1” está mais próximo do que nunca – uma unidade no Pimentas (após a construção do prédio e se voltar) e outra na Monteiro Lobato.

A “Chapa 2” também não tem a mínima condição de manter a unidade do campus no Pimentas, a exemplo da própria reitoria da Unifesp, uma vez que a autonomia universitária é limitada, segundo palavras da própria reitora Soraya Smaili em recente visita ao campus Pimentas. Afinal, quem decide sobre as verbas orçamentárias para o Reuni não é a reitoria muito menos a diretoria acadêmica.

Segundo, informe da Comissão de Infra-Estrutura na Congregação, o valor em negociação para locação do prédio do Grupo Anhanguera está estimado em R$ 225.000,00 mensais (R$ 2,7 mi por ano). Não há informação sobre como será o transporte para a nova unidade da EFLCH e nem como será a transferência da biblioteca, bandejão, laboratórios e outros equipamentos para o local.

Só resta aos estudantes a mobilização, caso contrário, o futuro de todos será decidido por meia dúzia de docentes, que fazem a maioria na Congregação, os famosos e conhecidos escolásticos, agora com o apoio da nova categoria, os neo-escolásticos.

Sobre o grupo Anhanguera

Em 2011, as Faculdades Integradas Torricelli foram adquiridas por R$ 39 milhões pela Anhanguera Educacional Ltda, empresa privada do ramo educacional, de capital aberto e ações na Bolsa de Valores de São Paulo, tendo alcançado a marca de 340 mil alunos matriculados e capital de R$ 1,8 bilhão de reais no mesmo ano.

A expansão do grupo se dá na forma de aquisições de faculdades ou centro universitários e na ampliação do ensino à distância, com previsão do aumento dessa modalidade de ensino em 200 pólos (EAD) até 2014. O grupo está entre as instituição que aderiram ao Programa Universidade para Todos (ProUni) para oferta de vagas e no final do ano passado obteve crescimento de 172% em seus lucros.

Veja mais:

Núcleo “escolástico” articula novo golpe na última reunião do ano

CONTRA O “GOLPE DECANO” DA CONGREGAÇÃO

Congregação aprova proposta de cinco departamentos no formato 70-15-15

Congregação aprova realização de consulta pública sobre a saída do Campus dos Pimentas

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