FRAUDE ELEITORAL

Mais uma manobra para garantir a conquista de poder na EFLCH

Nesta semana inicia-se o processo eleitoral no Campus Pimentas. O Estatuto e o Regimento Geral da Unifesp determinam que os cargos de Reitor e Diretor Acadêmico devem passar por consulta pública na comunidade acadêmica e, o Decreto Decreto Nº 1.916, de 23 de maio de 1996, determina seja elaborada uma lista tríplice, para depois os nomes serem submetidos à votação na Congregação, e escolha de um, posteriormente, para nomeação pela Reitoria.

decreto

Qual a saída da Congregação? Bancar apenas 2 (duas) chapas e, depois, indicar um nome entre os seus membros para “complementar” o triângulo. Desta forma, no caso da falta de representação estudantil, buscam o subterfúgio – claramente duvidoso – da lei e, no caso de representação docente na diretoria acadêmica, passam por cima da própria legislação burguesa.

Um “show” de hipocrisia, característica deste grupo. Participar do “debate” amarrado, onde somente alguns docentes que defendem a saída do Campus, puderam se manifestar livremente e ainda ouvir a Chapa 1 falar em democracia. O Ministério da Saúde adverte: “faz mal à saúde”, e acrescentamos, “… física e mental”.

O único ponto honesto desta chapa é dizer claramente a que vieram: defendem a divisão da EEFLCH; tergiversam sobre a PM nos Campus e a questão da repressão aos estudantes; consideram os estudantes como simples objetos transitórios na universidade; demonstram claramente sua arrogância, basta ver o episódio ocorrido em uma das apresentações desta Chapa, ao responder a um estudante que fez uma pergunta simples e objetiva: Qual a diferença entre a Chapa 1 e 2 ? E, a resposta, como não poderia deixar de ser impressiona: “esta pergunta é deselegante”.

Concluindo esta breve constatação deste pequeno grupo, baseados ainda em relatos de estudantes em salas de aula, é incrível o assédio moral de alguns docentes, seja quando redicularizam a importância dos estudantes nas conquistas da Unifesp Pimentas, ou ainda, na defesa direta ou indireta da Chapa 1.

Para não dizer que este texto faz a defesa da Chapa 2, afirmamos que esta chapa representa a chamada “maioria silenciosa”, ou seja, docentes que apesar de reconhecerem a luta dos estudantes, e saberem que esta luta está além dos interesses estudantis, uma vez que defende melhores condições de trabalhos para docentes e técnicos, sequer assinaram o extenso abaixo-assinado de docentes de diversas partes do país, repudiando a ação policial, no episódio ocorrido no dia 14 de junho de 2012, quando a PM com bombas de efeito moral, tiros com balas de borracha e gás lacrimogênio, invadiu o Campus dos Pimentas.

Defendemos que a única forma de garantir uma universidade pública, de boa qualidade, sem vestibular e na periferia, será a mobilização estudantil e da população dos Pimentas e, a “Audiência Pública” por ser um motor organizativo; que a Procuradoria Federal reveja sua posição casuística de cercear o número de estudantes na Congregação e, ainda, irônico, permitir que ocorra eleições de diretoria acadêmica, contrariando a própria legislação burguesa que exige a “lista tríplice” quando da consulta.

Fonte: Jornal Unifesp Livre

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